13 de Novembro de 2018 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Paulo Júlio

Reflectir sobre isto!

2 de Novembro 2018

O orçamento do próximo ano está fechado com previsões económicas que, à partida, com mais ou menos cativações, permitirão cumprir o melhor défice da história da democracia. Não é pouco. Há, no entanto, vários perigos que continuam a pender sobre Portugal, nomeadamente a dimensão da dívida pública e a economia demasiado condicionada por uma carga de impostos e burocracia demasiado pesadas.

É justo dizer que a tarefa de um governo em Portugal, depois de se ter deixado crescer a dívida do Estado para montantes de 125% do PIB, não é uma tarefa fácil. Também é justo dizer que a economia portuguesa é uma das que menos cresce no espaço económico do Euro, em 2018, o que significa que é tarefa de qualquer governo diagnosticar e actuar de forma prioritária na organização do Estado e na dinamização de acções que promovam a economia, seja na execução de fundos europeus, preparação e avaliação de candidaturas, promoção através da rede de diplomacia económica espalhada pelo mundo, dando-lhe mais recursos, aliviando a carga burocrática de aprovação de projectos, dando-lhes via verde nos serviços públicos, estruturando uma nova grelha de carga fiscal para permitir atracção de novos investimentos, etc.

Como cidadão, olho para o orçamento de Estado e espero que a economia cresça dentro das previsões do governo, de modo a aguentar o aumento de despesa projectado. Depois, também espero que se definam duas prioridades estratégicas para o desenvolvimento do País, para além de gestão corrente dos assuntos correntes do Estado. Há sectores essenciais que têm de ser geridos com bom senso e capacidade de acção, como sejam a educação e a saúde. Todos as políticas sectoriais são importantes, mas eu destacaria estas e deixava-as sobre um outlook de governação especial.

Depois, definia as tais duas opções estratégicas, uma centrada no crescimento sustentado da economia e a outra, na reforma contínua e modernização do Estado. Claro, e depois, o défice ou o superavit porque precisamos descer a dívida do Estado para baixo de 100% do PIB, de modo a almejarmos sustentabilidade e estabilidade.

É muito importante que não esqueçamos que há três anos ainda estávamos sob um programa de ajuda financeira e que há oito anos fomos praticamente à bancarrota. Há lições que nunca se devem esquecer, independentemente da solução de governo. Não vale a pena irmos a todas, mas vale a pena reflectirmos sobre isto.


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