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Natércia Martins

Desenhos animados

19 de Julho 2019

Sempre que tenho os netos em casa levo com uma overdose de desenhos animados. De todas as espécies. Coloridos, a preto e branco, com orelhas grandes, corninhos, dentuças grandes, óculos, etc, etc.

Há desenhos para todos os gostos conforme o público. Se os espectadores forem mais pequenos os bonecos são muito básicos e com falas tão fáceis que eles percebem tudo. O cenário é no jardim onde as árvores ganham vida, olhos e falam, também. Há Arvores que ganhando pernas mudam de sítio e são dos maus ou dos bons, como eles lhes chamam. Há príncipes e princesas, um dragão com escamas reluzentes e, claro, a espada que lança labaredas.

Os maus são castigados com espadas de fogo. Os bons têm olhos grandes, óculos e as meninas cabelos loiros e compridos quase até aos pés. Os bons são recompensados quase sempre com uma canção e o episódio termina.

Admiro quem desenha, faz a produção e quem “dobra” para que as falas coincidam com a boca da personagem.

Há guerras e choros assim com risos e cantigas.

De vez em quando, com a casa em silêncio, há uma gargalhada que surge de um sofá onde uma das crianças se afundou.

Até eu gosto de ver os desenhos animados. Entro com os meus netos dentro da televisão e também faço parte da brincadeira.

É engraçado ser criança. Para eles aquilo faz parte da génese e também eles entram de cabeça dentro da televisão. Se preciso ficam ali uma tarde inteira.

Não ouvem o que os rodeia. Falamos e é como se falássemos para a parede.

No meu tempo de criança era tudo muito diferente. Em primeiro lugar não havia televisão. Brincávamos na rua também com castelos, príncipes e princesas forjados em cada árvore, pedras ou mesmo a própria rua. Jogos de futebol onde as balizas eram os chinelos meio enterrados na terra. Sem jogadores certos e sem tempo também. Acabava quando chamavam para jantar. Sem ganhadores ou perdedores e sem árbitro. Nem treinador.

No meu tempo de criança já havia umas publicações com desenhos e figuras que ganhavam vida nas nossas cabeças fazendo nós mesmo o filme conforme a nossa imaginação. Nem era mau. Havia uma que coleccionámos, eu e o meu irmão, quase todos os episódios. Era o Cavaleiro Andante. Quem não conhece? Muita gente, coleccionou. As figuras desenhadas ganhavam vida. Corriam quase sempre a cavalo. Um cavalo branco e as crinas ao vento. E cada quadradinho era uma fonte para a nossa imaginação.

Mas o que teve mais longevidade foi sem dúvida o Tio Patinhas que ainda hoje faz as delícias de miúdos e graúdos.

O Tio Patinhas assim chamado pelo sobrinho Pato Donald.

Personagem americana é uma série criada em histórias aos quadradinhos. É o pato mais rico do Mundo e tem uma fortuna que faz dele o dono de um vasto Império. Os Irmãos Metralha, quem se lembra? São uma quadrilha de ladrões, sempre atrapalhados e também sempre metidos em apuros. Eles tentam roubar a caixa forte do Tio Patinhas. É que, sendo ele assim tão rico faz a cobiça dos Metralha e não só. Ele também tem medo da Bruxa Patólica, sempre à espreita de ficarem com a fortuna guardada numa caixa forte dentro de uma banheira onde o tio toma banho ou anda de barco.

Quem é o Tio Patinhas?

Do que me lembro, começou, a trabalhar como engraxador e ganhou a sua primeira moeda. A nº 1, ou seja: a sua moeda da sorte que guarda religiosamente.

Conta e limpa as moedas todos os dias.

Estes desenhos animados foram inicialmente feitos em histórias aos quadradinhos nuns almanaques e com o correr do tempo foram sendo adaptados tanto ao cinema como à televisão.

O autor criou, ainda, alguns familiares como a Vóvó Donalda, os sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luisinho. O Professor Pardal, Gastão,e o irritante vizinho Donald, sempre à espreita.

Não me posso esquecer do Mikey.

Aventuras de um pato ou um rato que ficaram para a História.

O Capitão América, Asterix, o Homem Aranha e Batman. Diferentes no estilo mas que fazem as delícias da criançada e não só.


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