22 de Outubro de 2019 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Organizações protestam contra prospecção de gás no distrito de Leiria

10 de Julho 2019

Organizações nacionais e locais estão contra a pesquisa de hidrocarbonetos previstos para as localidades de Aljubarrota e Bajouca, no distrito de Leiria, e iniciam no sábado a primeira acção de protesto, foi hoje anunciado.

A campanha Linha Vermelha, desenvolvida pela Academia Cidadã em parceria com o colectivo Climáximo, promove no sábado uma acção de tricô na Bajouca “com o intuito de despertar consciências” e prevê juntar dezenas de pessoas de todo o país, mais os residentes locais.

“Iremos ao local do furo [Bajouca] tricotar e fazer crochet com a população local e mostrar as nossas linhas vermelhas, que simbolizam o limite que a empresa não pode passar”, afirma João Costa, um dos coordenadores da Campanha Linha Vermelha, citado em nota de imprensa.

A acção simbólica serve, segundo os organizadores, para mostrar solidariedade para com a população local, que está contra o furo que a empresa Australis Oil & Gas pretende efectuar na Bajouca, numa concessão autorizada pelo Governo português em 2015.

A Campanha “Linha Vermelha” pretende informar e mobilizar mais cidadãos, “não só contra a exploração dos hidrocarbonetos em Portugal, mas também alertar para as alterações climáticas e para a aposta num futuro verde e de transição justa”.

“Não existem contrapartidas financeiras relevantes e há uma grande preocupação no que toca à contaminação de água para agricultura e consumo, a proximidade dos furos das habitações e a possibilidade de a multinacional utilizar técnicas ainda mais agressivas, como a fraturação hidráulica, também conhecida por ‘fracking’, contribuindo ainda mais para as alterações climáticas”.

No dia 20, também um sábado, um conjunto de organizações, nacionais e europeias, promovem uma manifestação juntamente com a população, que culmina com uma acção de desobediência civil, no seguimento de um acampamento que começa três dias antes.

“Vão existir alguns grupos que vão ocupar o terreno onde a empresa quer fazer o furo de gás e, depois de entrarem, vão decidir o que querem fazer lá dentro”, adiantou à agência Lusa Sinan Eden, da organização.

O ambientalista salientou que a acção pretende ser “pacífica, festiva e combativa”.

“Todos os projectos de combustíveis fósseis e de novos projectos têm de ser cancelados de imediato”, defendeu Sinan Eden.

O Camp-in-Gás: Acampamento de Acção contra Gás Fóssil e pela Justiça Climática, que já conta com mais de 200 inscrições, inclui também 19 sessões sobre vários temas, como a crise climática, a luta internacional contra o gás e a floresta.

“A população local também está envolvida na preparação. Há várias oficinas e debates que contam com as pessoas da Bajouca como organizadoras”, salienta a organização, referindo que “já foram realizadas três reuniões abertas de preparação no local”.

LUSA


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