22 de Outubro de 2019 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Coimbra e Montemor-o-Velho constroem nova ponte entre os dois municípios

10 de Outubro 2019

As câmaras de Coimbra e de Montemor-o-Velho consignaram hoje a construção da nova Ponte do Paço, no Paul de Arzila, para “aumentar a segurança” na ligação entre os dois municípios, actualmente assegurada por uma estreita travessia.

Integrada na antiga Estrada Nacional 341 – ligação entre Coimbra e Figueira da Foz, pela margem sul do Mondego –, a nova ponte, “vai aumentar a segurança rodoviária e pedonal” dos milhares de pessoas que, diariamente, atravessam a Vala Real do Paul de Arzila (vulgarmente conhecida por Vala do Paul), sublinhou o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão.

A nova estrutura, para “resolver o problema de estrangulamento de trânsito” e de segurança de quem a atravessa a pé – resultante das características da velha ponte, que apenas permite a circulação alternada de veículos e não possui passeios pedonais – terá a extensão de 212 metros, duas vias para automóveis e passeios para peões.

Envolvendo um investimento de cerca de 400 mil euros, suportados, em partes iguais, pelos municípios de Coimbra e de Montemor-o-Velho, a nova travessia deverá ficar concluída dentro de um ano.

Mas, “se ficar pronta antes”, o seu pagamento também será antecipado, assegurou o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, num apelo à empresa responsável pelo empreendimento para “tentar que a obra” entre em funcionamento antes da data prevista.

Durante a sessão de assinatura do auto de consignação da empreitada, hoje, junto da velha Ponte do Paço, foi sublinhado pelos dois autarcas socialistas que a nova ligação entre Arzila e Pereira (respectivamente nos concelhos de Coimbra e de Montemor-o-Velho) é “estratégica e imprescindível” para a circulação rodoviária, para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento económico e social dos dois municípios.

A nova ponte será construída a cerca de duas dezenas de metros de distância da actual travessia, com “total respeito” pelo meio ambiente, salientou Manuel Machado, referindo que, além do mais, ela se situa em plena Reserva Natural do Paul de Arzila, área que, no Baixo Mondego, abrange as freguesias de Arzila, de Pereira e de Anobra.

O Paul de Arzila “inclui um núcleo central – com o paul propriamente dito, atravessado por três valas, constituído por uma área de caniçal – e uma zona envolvente, florestada”, comportando, designadamente, “uma variada população de aves”, onde se incluem núcleos reprodutores de garças vermelha e pequena.

Ainda de acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, o Paul de Arzila é uma “importante zona de passagem outonal para migradores transarianos, em particular passeriformes”, e uma “zona húmida de importância para limícolas, anatídeos e lontra”.

A Ponte do Paço, depois da entrada em funcionamento da nova travessia, deverá ser reabilitada e integrada numa área essencialmente (ou mesmo exclusivamente) pedonal, admitiram os autarcas, cujas câmaras também prevêem torná-la num projecto conjunto dos dois municípios.

A substituição da velha ponte sobre a Vala do Paul vinha sendo reclamada há “pelo menos” três décadas e chegou a estar prevista e a ter financiamento programado pela então Estradas de Portugal (empresa entretanto integrada na infraestruturas de Portugal).

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