22 de Outubro de 2019 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Alvaiázere debate história e património da Alta Estremadura e Terras de Sicó

18 de Setembro 2019

O Museu Municipal de Alvaiázere acolhe, este fim-de-semana (21 e 22), o Congresso de História e Património da Alta Estremadura e Terras de Sicó que inclui 15 comunicações, cuja área geográfica corresponde à Alta Estremadura (distrito de Leiria e concelho de Ourém) e às Terras de Sicó (Alvaiázere, Ansião, Condeixa, Penela, Pombal e Soure).

O programa tem início no sábado (21) logo de manhã (9h00) com a abertura protocolar e a apresentação do coordenador científico, Saul António Gomes, que irá falar sobre a história local em tempos de história global.

Os trabalhos propriamente ditos arrancam com uma comunicação sobre “a mineração romana: o caso da Gruta do Bacelinho (Alvaiázere) – documentário produzido por LABACPS-IPT e CAA Portugal”. Ana Raquel Salgado e Alexandra Figueiredo farão a abordagem ao tema.

Segue-se um painel sobre “a cavidade do Algar da Água: resultados de três anos de investigações”, cuja temática será apresentada por Alexandra Figueiredo, Cláudio Monteiro, Anderson Tognoli, Fernando Coimbra, Sónia Simões, Alexandre Peixe, Daivisson Santos, Carlos Esquetim e Ricardo Lopes.

“A Carta Arqueológica das Caldas da Rainha: resultados preliminares de um projecto em curso” é o assunto que se segue, que terá como oradores Alexandra Figueiredo, Ricardo Lopes, Cláudio Monteiro e Adolfo Silveira.

Depois de um espaço para questões e um intervalo, o congresso continua (11h20) com um painel sobre “a importância da educação patrimonial para a salvaguarda e reconhecimento do património local”, que terá como palestrantes Ricardo Lopes, Cláudio Monteiro e Alexandra Figueiredo.

“O raiar do I milénio a.C. na Alta Estremadura e Terras de Sicó: uma abordagem através da metalurgia” é o tema que se segue pela mão de Raquel Vilaça, Xose-Lois Armada e Carlo Bottaini.

Ainda no período da manhã Miguel Portela falará sobre “os arrendamentos das rendas de Penela, Ansião e Casal de Abiul e da Terça de Alvaiázere e Rego da Murta [1714-1748]” e Bruno Sampaio Lobo abordará “o chão como princípio do céu: metamorfoses em torno do Mosteiro da Batalha”.

A tarde começa (14h30) com uma comunicação sobre breves minutos sobre património, por Rui Rasquilho, e prossegue com uma intervenção de Ricardo Charters D’Azevedo sobre “Catalogo das minas de ferro do concelho de Alvaiázere – situação até 1945”.

Por sua vez, Nuno Oliveira Prates vai abordar “de Figueiró dos Vinhos para Alpiarça: a produção artística do pintor José Malhoa para a família Relvas” e Vera Magalhães falará sobre “iluminismo e arquitectura hospitalar – o hospital da Misericórdia de Leiria”.

“Ligações, presença e património do mosteiro de São Jorge de Coimbra em terras de Penela nos séculos finais da Idade Média” é a temática que se segue, numa intervenção de Aires Gomes Fernandes.

Hermínio de Freitas Nunes prossegue com os trabalhos com uma comunicação sobre “o primitivo relógio medieval do Mosteiro de Santa Maria da Vitória da Batalha”.

Já no final da tarde Manuel Augusto Dias falará sobre “o Culto Mariano no concelho de Ansião – a história de dois locais de peregrinações”. Ana Saraiva encerra as comunicações deste primeiro dia de congresso com um painel sobre “arquitecturas do calcário na Alta Estremadura”.

Os trabalhos prosseguem no domingo (22), pelas 9h00, com Maria Cláudia Furtado Santos a falar do património escondido à vista de todos no concelho de Ansião. De seguida, Isaura Santos apresenta “Figueiró dos Vinhos na Idade Média: a repartição de Figueiró, Almofala, Aguda e Arega (sécs. XII-XV) a partir de algumas ligações familiares”.

Já Carlos Fernandes traz “os cruzeiros da Via Sacra do Reguengo do Fetal a Fátima: duas séries por caminhos diferentes” e José Vieira Leitão apresenta “Anselmo Castelo Branco, o alquimista de Soure”.

Segue-se uma intervenção de Amílcar Coelho sobre “a alquimia do espaço e a exercitação das identidades”. Mais tarde Licínia Gomes da Silva fala sobre “a gestão da formação de professores na perspectiva da autonomia e flexibilidade curricular – a região como espaço educativo de educação para a inclusão”.

Neste Congresso de História e Património haverá ainda tempo para falar dos “fornos de cal de Pataias – uma luta pelo património local”, numa abordagem de Tiago Filipe Duarte Inácio. Maria Adelaide Furtado encerra o colóquio com uma comunicação sobre “a simbologia nos sinos das torres sineiras do concelho de Alvaiázere”.


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