22 de Outubro de 2019 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Alvaiázere Capital do Chícharo:o evento que serve gastronomia, cultura e animação

9 de Outubro 2019

A vila de Alvaiázere prepara-se para receber milhares de visitantes durante mais uma edição do Alvaiázere Capital do Chícharo, que decorre de 11 a 13 de Outubro, propondo-se dar a conhecer em três dias o melhor da gastronomia local. Durante este fim-de-semana, o concelho acena com uma mão-cheia de actividades para vivenciar, concertos para assistir, locais para visitar, iguarias para saborear, bem como produtos endógenos e artesanato para apreciar e adquirir.

“Todos os anos tentamos que o evento tenha algo mais para oferecer e que seja sempre um estímulo para quem nos visita, não só ao nível da degustação, mas também ao nível da programação”, realça a presidente da Câmara Municipal, Célia Marques, propondo um cartaz “o mais completo e transversal possível no que se refere à oferta cultural, animação e património diferenciador”.

Neste sentido, o certame conta com “actividades que são já uma referência do certame”, nomeadamente a mostra económica e de produtos endógenos, os passeios de tractores e de bicicletas antigas, as mesas redondas, as visitas ao património, as exposições, os passeios de charrete e de burro, as animações de rua e os concertos. Repetente é também o torneio Al-Bayazira Youth Cup, promovido pelo Grupo Desportivo de Alvaiázere em parceria com a Escola de Futebol do Benfica, que depois do sucesso do ano passado pretende voltar a trazer muita gente ao Alvaiázere Capital do Chícharo.

Já no campo das novidades surge o “espaço artes” que visa dar maior visibilidade aos artesãos. Afinal, trata-se de um local onde estes artistas, “em regime de rotatividade”, são convidados a produzir ao vivo as suas peças, mostrando aos visitantes as diferentes fases de criação desde que pegam na matéria-prima até ao produto final. O “espaço artes”, além de criar “uma nova centralidade no recinto”, vem valorizar a mostra de artesanato, contribuindo para que os visitantes passem mais tempo na zona destinada às artes manuais.

Outra estreia no evento e na vila é a exibição do filme “Para Além da Memória”, que foi parcialmente rodado em Alvaiázere, conta com alguns figurantes locais e tem produção do alvaiazerense António Cardo. Com cenários de vários espaços do concelho, nomeadamente da Quinta da Cortiça, da Capela dos Covões, da mancha de carvalho-cerquinho e da vila de Alvaiázere, o filme do realizador Miguel Babo é exibido no concelho quase três meses depois de ter sido apresentado na Figueira da Foz.

Diferente será também a tarde de domingo, que este ano será preenchida com um programa de animação com actividades sempre a acontecer, permitindo ocupar os visitantes durante o tempo que permanecerem no recinto. Paralelamente, e à semelhança dos anos anteriores, acontecem diversas iniciativas por vários pontos do concelho.

Num fim-de-semana onde o chícharo é “rei e senhor”, assume também particular destaque o showcooking com o chef da Confraria Arroz das Lezírias que, a convite da Confraria do Chícharo, vem provar uma vez mais o potencial desta leguminosa na articulação com produtos de outras regiões do país.

 

Outubro é o mês do Chícharo

“Outubro é a melhor data para o Alvaiázere Capital do Chícharo”. Esta é a convicção de Célia Marques, que não poderia estar mais satisfeita com o sucesso do certame que no ano passado regressou a esta altura do ano, recuperando a vitalidade de outros tempos. Por isso, esta foi “indiscutivelmente uma aposta ganha”. Mas foi também mais um passo dado para alcançar outro objectivo: afirmar e promover a marca Alvaiázere Capital do Chícharo.

“Outubro é um mês em que não existe tanta a oferta em termos de eventos”, realça a autarca, constatando que pelo facto de coincidir com o início do ano lectivo, os jovens estão mais disponíveis que em Junho, em que o certame ocorria no período de exames e provas de aferição. “E se queremos que os jovens regressem ao concelho e percebam o potencial da sua terra, esta é uma altura importante para lhes mostrar isso mesmo”, considera Célia Marques, que espera repetir “a dinâmica e a afluência de público do ano passado”.

Mas a promoção da marca Alvaiázere Capital do Chícharo não se faz apenas com este evento. A autarquia tem outros trunfos que pretende usar para alcançar este desígnio. Neste sentido, a Câmara Municipal está a trabalhar para obter a “classificação de Indicação Geográfica Protegida (IGP) para o território”, promovendo a “demarcação do território com a marca Alvaiázere Capital do Chícharo”. “Este será mais um elemento que fará a diferença”, defende a edil, adiantando que “esta área demarcada não se limitará exclusivamente a Alvaiázere, mas vai estender-se também ao território de Sicó”. Para isso, “já iniciámos as reuniões com os produtores e estamos a trabalhar no caderno para apresentar ao Ministério da Agricultura, de forma a termos mais um contributo e mais um elemento que fará a diferença para promover este território”, revelou a autarca, convicta de que “a questão da IGP fará toda a diferença para aumentar o número de produtores e criar valor acrescentado ao chícharo”.

Este factor será importante para alavancar a marca “Chícharo de Alvaiázere” e aumentar a produção que tem assistido a um crescimento nos últimos anos muito estimulada “pela diferenciação e pela quantidade de produtos que têm surgido à base chícharo”, provando que a aposta do município nesta leguminosa foi ganha. E “a criação desta região demarcada com o selo ‘Chícharo de Alvaiázere’ fará toda a diferença” para dar mais um passo na promoção “do valor e da diferenciação do chícharo desta zona”.

 

Evento continua a crescer

Depois do sucesso do Alvaiázere Capital do Chícharo 2018, que registou um aumento significativo de visitantes e expositores, “a nossa expectativa é que esta edição será novamente muito participada”, refere Célia Marques, alegando que “o feedback que temos vai nesse sentido”. Afinal, em termos de expositores “estamos com mais adesão e mais participação que nos anos anteriores”, crescimento esse que é bem visível no espaço de exposição exterior onde “habitualmente haviam 40 stands e este ano teremos 60”. Ainda assim, “o modelo será semelhante ao do ano passado, mas dentro em breve teremos de repensar o recinto porque o espaço começa a ser pequeno para a procura”, adianta a autarca, salientando que “se nos queremos assumir como um evento regional temos de dar resposta ao aumento de procura por parte de produtores, artesãos e empresas”.

Por isso, “estamos a pensar na reestruturação do espaço de forma acolher mais participantes”, disse, revelando que “já temos uma ideia para alargar o recinto, que está formalizada em papel”. “Se conseguirmos concretizar as obras a tempo, no próximo ano teremos um espaço diferente”, concluiu.

CARINA GONÇALVES


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