13 de Junho de 2024 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Empresas da Região de Leiria podem candidatar-se a fundo de 20 milhões a partir do dia 17

3 de Junho 2024

As empresas da Região de Leiria vão poder aceder a um fundo de 20 milhões de euros, para projectos de investimento ou capitalização, sendo que o primeiro aviso vai ser lançado no dia 17, foi hoje divulgado.

“Esta manhã, fechámos oficialmente o Fundo Regional de 20 milhões e decidimos abrir o primeiro aviso no próximo dia 17 de Junho, para as empresas da região apresentarem os seus projectos de investimento ou capitalização”, disse à agência Lusa o 1.º secretário executivo da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Paulo Batista Santos.

O Fundo de Capital de Risco “Região de Leiria Crescimento” é uma parceria da Portugal Ventures, sociedade de capital de risco do grupo Banco Português de Fomento (BPF), com a CIMRL e a Associação Empresarial da Região de Leiria – Câmara de Comércio e Indústria (NERLEI CCI).

Este é o resultado de uma candidatura aprovada ao Programa de Venture Capital promovido pelo BPF no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Numa nota de imprensa, lê-se que a constituição do “Região de Leiria Crescimento – Fundo Capital de Risco Fechado” visa “promover o acesso ao financiamento de capital de risco para projectos inovadores, corporizados por empresas com sede num dos 10 concelhos” da CIMRL “ou que aí pretendam estabelecer-se com presença e operações significativas”.

“Com o lançamento desta iniciativa regional, a Portugal Ventures e os seus parceiros locais pretendem dinamizar o ecossistema empreendedor, apostando em projectos com um alto potencial de crescimento e valorização, preferencialmente em áreas e setores estratégicos para a região geográfica que integra a CIMRL, e que possam gerar impacto significativo para a região”, adiantou a nota.

Por outro lado, “esta iniciativa representa também uma aposta na inovação e no capital humano tendo em vista a promoção das exportações da região e, por conseguinte, o reforço positivo da imagem da CIMRL no exterior”.

Segundo a mesma nota, “o fundo irá investir em projectos” nas áreas do digital & tecnologia, indústria & tecnologia, tecnologias da saúde e turismo, sendo que o foco preferencial são empresas que actuem nas áreas da economia verde e eficiência energética, tecnologias de informação e comunicação, mobilidade inteligente, ciências da vida e biotecnologia ou “outros projectos de impacto para a Região de Leiria”.

Citada na nota, a vice-presidente do conselho de administração da Portugal Ventures, Teresa Fiúza, realçou que o fundo “representa o compromisso” com “o crescimento das empresas da Região de Leiria, permitindo-lhes obter capacidade financeira e capitais próprios para que possam alcançar fases de maior desenvolvimento”.

Já o presidente da NERLEI CCI, António Poças, apontou que o fundo, com “o forte envolvimento do Politécnico de Leiria e da Startup Leiria, constituiu um marco importante para sinalizar, junto das empresas da região, a possibilidade de compensar falhas de mercado ao nível do acesso a instrumentos financeiros e de capital por parte das pequenas e médias empresas”.

A CIMRL integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Em Abril de 2023, a Comunidade Intermunicipal anunciou que a candidatura tinha sido considerada elegível pelo Banco Português de Fomento.

Então, a CIMRL esclareceu que este fundo regional tinha como “prioridade realizar pelo menos 20 investimentos em empresas da região, com montantes de 250 mil euros até, preferencialmente, 1,5 milhões de euros por empresa”.

“O fundo tem ainda por objectivo contribuir para mitigar a subcapitalização das empresas, nomeadamente a dificuldade de angariação de capital junto dos intermediários financeiros, agravado pela actual situação macroeconómica de elevadas taxas de juro”, esclareceu.

A CIMRL referiu também que “este mecanismo de apoio em instrumentos de capital e quase capital, sem juros e com participação minoritária, também comporta apoio à gestão e uma forte interacção com a NERLEI e Politécnico de Leiria”.

Lusa


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