13 de Junho de 2024 | Quinzenário Regional | Diário Online
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PAULO JÚLIO

Domingo, por Portugal, votar!

7 de Junho 2024

Portugal entrou para a União Europeia, então CEE (Comunidade Económica Europeia) em 1986. Essa Comunidade nasceu a seguir à 2.ª Guerra Mundial e tinha como propósito a Paz, desde logo, e uma união em torno da economia e das políticas sociais. Portugal vinha de um século XIX cheio de guerras civis e de um prolongado período de atraso em relação a todos os países europeus, de uma 1.ª República onde a instabilidade política reinou e de uma ditadura de quase 50 anos. Depois da queda do “Estado Novo”, 1986 foi o início de uma nova época onde os indicadores económicos e sociais, finalmente, cresceram acima da média europeia até ao final da década de 90 e onde vários apoios para as empresas, instituições sociais e Estado foram críticos para o desenvolvimento.

Temos, ao longo dos anos, aprendido que o Parlamento Europeu discute e decide os grandes eixos da vida de todos nós, apesar do aparente distanciamento geográfico e político. Na realidade, muita da nossa legislação tem proveniência na legislação emanada a partir de Bruxelas e muitos dos principais assuntos estratégicos e objectivos sociais, desde a educação e saúde, política económica, defesa, diplomacia, segurança interna e migrações, ambiente, entre outros, são discutidos no Parlamento Europeu.

Na minha opinião, a Europa precisa de resolver a guerra que se instalou na Ucrânia, provocada pela invasão Russa, com prioridade, uma vez que se trata de um enorme elefante instalado dentro da nossa sala. E resolver a Guerra, para além de não capitular, é abrir uma frente de diplomacia para a Paz. Por outro lado, a Europa precisa de voltar à Indústria, coisa que pareceu evidente durante a pandemia, mas que, de repente, perdeu fôlego. Se a Europa, enquanto bloco económico regional quiser ter a sua importância no mundo, terá de apostar em investimentos industriais, em marcas para os seus produtos e em incentivos para escalar o tamanho das suas empresas. Portugal, em cada um desses pontos, precisa “lutar” para poder almejar o crescimento económico que precisa para inverter a tendência de queda relativamente aos seus congéneres europeus, nomeadamente os países do Leste que estão a fazer o seu caminho de integração.

Finalmente, a Europa precisa ser muito menos burocrática e muito mais ágil a planear e a decidir, se quiser competir ao nível global. Para conseguirmos este desiderato, precisamos de uma nova geração de deputados europeus, ousada, jovem, competente e culta.

Por essas razões, a escolha de Sebastião Bugalho para liderar a lista da Aliança Democrática (PSD/CDS-PP) é um forte sinal sobre o que precisamos. Dentro de um partido europeu moderado como é o PPE, precisamos de pessoas que tenham voz política, sejam líderes e dignos representantes dos seus países. No domingo, deveremos todos votar, participando e dando um sinal à Europa de que Portugal está bem consciente do caminho que quer fazer, assim como do papel que o Parlamento Europeu possui para esses objectivos.


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