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Coimbra: Inteligência Artificial vai ajudar no diagnóstico do cancro da mama

29 de Maio 2024

O projecto “A Inteligência Artificial no Rastreio do Cancro da Mama”, envolvendo os Núcleos Regionais do Centro e do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e a Fujifilm Portugal, foi apresentado hoje em Coimbra.

Desde o seu início em 1986, o Programa de Rastreio de Cancro da Mama na região Centro tem sido uma “âncora fundamental” na detecção precoce e no tratamento eficaz desta doença. O programa, que teve origem como um projeto-piloto, tornou-se parte integrante da rede de projectos europeus em 1990, expandindo-se desde então para abranger todo o país.

Segundo Vítor Rodrigues, presidente do Núcleo Regional do Centro da LPCC, aquele programa de rastreio realiza aproximadamente 100.000 mamografias anuais, abrangendo mulheres dos 50 aos 69 anos de idade, de dois em dois anos. A sua abordagem inclui uma dupla leitura das imagens e encaminhamento prioritário para instituições especializadas em caso de necessidade, como o IPO, CHUC e o Hospital de Tondela-Viseu. Ao longo dos anos, tem sido eficaz na detecção de cancros em estágios iniciais, muitas vezes com mínima ou nenhuma disseminação para os gânglios linfáticos.

Com o avanço da Inteligência Artificial (IA), surgiu a necessidade de explorar o seu potencial no aprimoramento deste programa de saúde pública.

“Desde o segundo semestre de 2023, estão a analisar-se centenas de milhar de mamografias, com todo o percurso radiológico e clínico completo, de modo a estudar se a IA poderia ter contribuído para um melhor estudo delas, com resultados muito positivos e semelhantes à da qualidade dos radiologistas”, adianta Vítor Rodrigues.

A sessão de hoje, na qual foi assinado um protocolo de colaboração entre as instituições envolvidas, serviu também para apresentar o novo equipamento de mamografia da Fujifilm, o Amulet Sophinity, já instalado numa Unidade Móvel de Rastreio de Cancro de Mama. Este dispositivo promete oferecer imagens de alta resolução com baixas doses de radiação, além de um fluxo de trabalho optimizado através da tecnologia de IA.

O evento contou com a presença de Vítor Veloso, presidente da Direcção do Núcleo Regional do Norte da LPCC, que trouxe à discussão o papel histórico da Liga na luta contra o cancro. Vítor Rodrigues apresentou alguns resultados preliminares do projecto de investigação que explora o uso da IA no rastreio do cancro da mama, enquanto Pedro Mesquita, director-geral da Fujifilm Portugal e Espanha destacou a importância desta colaboração.

À margem da sessão, o Núcleo Regional do Centro da LPCC, pela mão do seu presidente, Vítor Rodrigues, e do coordenador, Miguel Pina, atribuiu à Fujifilm, representada pelo director-geral Pedro Mesquita, e pelo director de Sistemas Médicos Ricardo Amado, a ‘Distinção Entidade Solidária’.

Segundo aquele núcleo, o “acto simbólico é fruto da colaboração entre a empresa e a instituição, que conta já com mais de duas décadas, e pretende, assim, reconhecer a prática de responsabilidade social corporativa da Fujifilm na luta contra o cancro”.


  • Director: Lino Vinhal
  • Director-Adjunto: Luís Carlos Melo

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