18 de Maio de 2024 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Armando Marques Ramos: o coronel que abriu portas ao 25 de Abril

23 de Abril 2024

Nasceu em Coimbra, em 1941. Passeou-se pela Europa, sozinho, aos 14 anos. Foi atleta e estudante de Medicina. Seguiu a vida militar: ferido e estropiado de guerra. Correu o mundo, casou em Vila Nova, na freguesia do Alvorge (Ansião), onde agora passa grande parte do seu tempo, num “oásis de traça rústica”.

Falamos do coronel Armando Marques Ramos, o então capitão que chefiou o célebre levantamento das Caldas, a 16 de Março de 1974, e que acabou por encorajar a que à segunda tentativa irrompesse uma revolução, transformada em “Revolução dos Cravos”, momento marcante da chegada da liberdade e da democracia.

A meninice não lhe podia trazer melhores recordações, “era menino de rua, com muitos amigos e que gostava de brincar”. Logo aos oito anos de idade o irmão, 13 anos mais velho, levou-o para o desporto. “O meu irmão era sénior na equipa de basquetebol do clube de Santo António dos Olivais [Coimbra], e eu, como gostava de ir com ele, comecei a jogar”. Sagrou-se campeão nacional de infantis por dois anos consecutivos, no final dos anos 50 e inícios de 60 do século passado: “marcámos história no país”, conta satisfeito, sem dar a entender que esta passagem pelo clube lhe trará, anos mais tarde, “um grande, grande milagre”.

 

Brincadeiras de criança

Em jeito de brincadeira teve como primeira profissão o jornalismo. Afinal, “tínhamos um jornal de parede num prédio do nosso bairro. Era uma parede muito lisa e escrevíamos não sobre assuntos sérios, porque éramos crianças entre os 10 e os 15 anos, mas também não eram asneiras, antes historietas e vivências do nosso bairro”. Chamaram-lhe ‘O Fogareiro’ e tinha como director António Pedro Vasconcelos, “Tó-Pê para os amigos”, reconhecido cineasta português, recentemente falecido.

Outros dos intervenientes no projecto, que “até tinha uma mascote: um fogareiro de barro que comprámos na feira”, eram “os dois filhos de um tenente-coronel de guerra, que mais tarde veio a ser vice-director da PIDE, em Lisboa, o [José Barreto] Sacchetti”, que discretamente “mandou um soldado da GNR picar a parede e estragar o suporte do nosso jornal”.

O ensino primário foi feito “sem turbulência”, ainda que continuasse um “menino agitado, no bom sentido”. Tinha no pai “um companheiro, um amigo”, e foi através dessa figura paterna que recebeu os “melhores ensinamentos: a relação com o meu pai foi determinante para a minha maneira de ser”, recorda.

Aos 14 anos, partiu sozinho, e à boleia, à descoberta da Europa: “o meu pai saiu de casa aos 14 anos, quando foi para a Argentina com um tio: passou pelo Brasil, Uruguai, Angola, Gibraltar… e eu desejava muito ter uma experiência semelhante”. Com “algum dinheiro no bolso” e a promessa de que “escreveria cartas com regularidade”, partiu à aventura. Nesse ano passou “por Espanha, França, Itália e Alemanha”. Durante três meses viveu por sua conta, e quando regressou “trazia mais dinheiro do que aquele que tinha levado”. Pelo caminho, “trabalhei numa quinta, no sul de França, nas vindimas, e esse gesto facilitou a minha ida nos anos seguintes”. Arranjou namoradas estrangeiras, algumas com quem, “ainda hoje, mantenho uma relação de amizade”.

Abertura de espírito

Andou à boleia até aos 19 anos, e admite que esta prática lhe deu “uma abertura de espírito e de mundo diferente, com uma maior facilidade de comunicação com os outros e de mais empatia”. Quando fez o sétimo ano de escolaridade entrou no curso de Medicina, em Coimbra, mas como o irmão já tinha ido estudar Ciência Sociais e Políticas Ultramarinas em Lisboa, “o meu pai, que era mais pobre que rico, teve uma conversa amigável, mas muito séria, comigo e explicou-me que poderia não ter condições para me financiar os estudos”. A guerra do Ultramar tinha estalado e viu nela “uma oportunidade de fazer algum dinheiro, porque os oficiais ganhavam bem” e assim “conseguia pagar, pelo menos, metade do curso”.

O pai “alinhou na ideia” e meses mais tarde já tinha passado por Mafra, para a preparação, e já estava a caminho da Guiné. Como foi “dos primeiros”, as coisas “correram bem”. Tão bem que foi o “primeiro oficial das Forças Armadas a receber duas cruzes de guerra”. Condecorações que mais tarde lhe abriram portas, para o mal e para o bem…

Quando regressou decidiu retomar o curso de Medicina, em Lisboa. Paralelamente arranjou “um part-time no Ministério do Exército, na Praça do Comércio”. Não se pode dizer que a época tenha sido má, pelo contrário: “tinha 22 anos, e vivi esse período intensamente”. A Medicina ficou para trás, entrou na Academia Militar, conheceu Maria de Fátima, “uma rapariga extraordinariamente linda, amiga da minha prima, que vivia a pouca distância da Academia”. Apaixonou-se: namoraram, casaram no Alvorge, na terra da noiva, e tiveram filhos.

Podia ser assim: simples, mas não foi. No início do namoro, Armando Marques Ramos foi para Angola. “Na altura o meu irmão, que já tinha vivido sete anos em Timor, estava em Angola e tinha um plano: juntar lá a família”. Graças às “duas cruzes de guerra, conheci o Presidente da República, em 1967, contei-lhe o nosso plano familiar e rapidamente Américo Tomás deu indicações ao ministro do Exército para que eu seguisse para Angola”.

 

Milagre das coincidências

Os pais acabaram por não seguir viagem, Armando Ramos “tinha estragado tudo”. Uma granada defensiva rebentou a metro e meio de distância, “já estava a fazer a queda e os joelhos já estavam no chão”, no entanto “fiquei com ferimentos muito graves dos joelhos até à cara: ainda tenho buracos pelo corpo todo”. Os camaradas olhavam para ele “e viravam a cara”, perdeu muito sangue, ficou “com a alavanca da granada presa no músculo da carótida, poucos milímetros ao lado e não estava cá para contar. Foi um milagre”, recorda.

Evacuado no dia seguinte, num helicóptero que não o esmagou por sorte: “o pessoal cortou dois ramos de uma árvore, com panos de uma tenda e atacadores dos sapatos fizeram uma maca para me transportar”, atravessaram uma zona “muito pantanosa no leste de Angola, onde nascem os rios Zambeze, Zaire e Nilo” e como nesse noite “tinha havido uma tempestade tropical, havia uma neblina serrada”, as granadas de sinalização não era vistas pelo helicóptero de resgate que quando aterrou “o pessoal fugiu todo e eu fiquei na maca, debaixo das rodas: não me esmagou por pura sorte”. Levaram-no para o Hospital do Luso, onde foi submetido a uma primeira intervenção cirúrgica e preparado para seguir para o Hospital de Luanda.

Quando aterrou em Luanda, foi recebido por uma cara conhecida: “era o meu massagista do clube dos Olivais, que quando me viu ficou tão surpreendido como eu”. As coincidências não terminam aqui: “o coronel médico, director do hospital, tinha sido meu treinador e o neurocirurgião que o operou era o Luís ‘da fisga’, um menino que gostava de atirar aos pássaros e que também jogava basquetebol nos Olivais”. Durante a sua ‘estadia’ no hospital “nunca mais nos largámos”.

Maria de Fátima pouco sabia do seu estado de saúde, “aparece-lhe um padre à porta, a dizer que eu estava em Angola e que tinha tido um problema, mas que não era nada de grave, na tentativa de suavizar a situação”. Foi transferido para Lisboa, e a jovem namorada “apercebeu-se do meu estado, mas continuou a visitar-me no hospital e a falar em casamento”. Pouco tempo mais tarde o Luís ‘da fisga’ regressa a Portugal e “voltou a ser o meu médico”.

 

A pensar no derrube

”Foi no Hospital da Estrela [Lisboa] que percebi o que me aconteceu, que me apercebi do horror daquela guerra e que era impossível vencer coisa alguma: nasceu uma revolta muito grande dentro de mim”, assume ter-se tornado “um dos maiores revolucionários”, uma vez que “comecei a questionar-me e a dizer aos outros que tínhamos de parar a guerra”. Passou a “ser um elemento ouvido por toda a gente”, afinal tinha o curso da Academia Militar e uma licenciatura em Ciências Sociais e Políticas que lhe davam “alguma credibilidade e distinção”.

“Ainda no hospital vivia na clandestinidade e a pensar no derrube do regime”.

Casou e teve filhos.

Muitos assumem que “isto começou em 1973, mas a verdade é que começou muito antes: a guerra começou em 1961, e desde essa altura que começou a haver feridos de guerra, cegos, amputados, muita desgraça, viveu-se mais de uma década disso” e, por isso, afirma que a “ideia de revolta era antiga”. “As coisas começaram a agudizar-se e a reunir condições para a revolução, efectivamente, em [19]73, mas já antes disso havia conspiração”.

Ainda em 1972, quando se aproximavam as eleições, “o pessoal que fazia parte do regimento do general Spínola decidiu enviar o Almeida Bruno para falar com o Marcello Caetano: a ideia era sugerir que o Spínola fosse o próximo Presidente da República”, Caetano entendeu que “era uma boa ideia”, no entanto, “reconduziu Américo Tomás, e o Spínola, ao saber o que tinham feito os rapazes começou a escrever o livro ‘Portugal e Futuro’ e a conspirar contra o regime”.

Conta-nos que o chefe de gabinete de António de Oliveira Salazar era o pai do próprio António Spínola, e por isso “o enviou para Guiné, onde sabia que estava o seu maior problema”. “O Spínola era um privilegiado, um multimilionário, casado com Helena, dona de metade da Siderurgia Nacional, da qual foi administrador, e prima direita de Champalimaud”, fez a dota a carreira na GNR, “mas quando chegou a tenente-coronel meteu os papéis para seguir a vida civil, para tomar conta do património da esposa”. Só quando rebentou a guerra em Angola é que voltou ao activo, “e fez um trabalho notável como tenente-coronel a comandar um batalhão nas zonas mais críticas. O batalhão foi sacrificado, mas ele era um combatente, foi ali que ganhou a fama de leão”. Altura em seguiu para a Guiné, depois de “dizer ao Salazar que não via com bons olhos o que estava a acontecer no Ultramar e que devia ser dada a independência a cada um daqueles territórios”. Na verdade, “o Salazar já sabia que tinha que dar a independência, mas andava no ‘deixa a andar’ agarrado ao poder”.

“Quando chega à Guiné começa a ensinar democracia e a criar os slogans que todos conhecemos: “a Guiné aos guineenses…”. Sobre António de Oliveira Salazar, Armando Marques Ramos considera que era “um supercriminoso”. “Foi um estupor muito grande, não foi o estupor que o país pensa, foi muito pior do que se pensa”, assegura.

A lucidez com que conta todos os pormenores é deliciosa, a vontade de transmitir “o que realmente se passou” brilha-lhe nos olhos e os detalhes que descreve são alimento para se querer saber mais, ouvir mais, descobrir mais.

Como chega a figura fulcral numa revolução que podia ser de tiros e sangue e se transformou numa revolta florida? Viajamos até ao dia 14 de Março de 1974, altura em que “houve uma ‘cerimónia de vassalagem’ dos militares ao poder político, o chamado ‘beija-mão’, que deixou os quartéis agitados”. Logo no dia seguinte foi decidida uma operação de força para derrubar o regime ditatorial, após reunião dos oficiais Manuel Monge, Otelo Saraiva de Carvalho, Casanova Ferreira, Armando Marques Ramos, a que se juntou Almeida Bruno: “tínhamos de sair para a rua, tínhamos uma ordem de operações preparada”. E decidiram “que não era tarde nem cedo: tinha que ser naquele momento”.

 

Levantamento das Caldas

Na madrugada de 16 de Março, uma coluna de cerca de 200 militares, comandada pelo então capitão Marques Ramos sai das Caldas da Rainha e toma a estrada a caminho da capital. Objectivo? “Derrubar o governo de Marcello Caetano”. Para isso “contava com o apoio de outras forças militares, como as de Lamego, Mafra e Vendas Novas”. A marcha prosseguiu, mas nenhuma outra unidade lhe deu seguimento e a operação fracassou. Perante aquele cenário “ainda ponderámos tomar o Aeroporto de Lisboa”, mas “acabámos por nos decidir pelo regresso às Caldas” e surge o previsível cerco “pelas forças fiéis ao regime”. Passadas algumas horas de negociações, os revoltosos renderam-se. O processo “foi acompanhado por vários jornalistas estrangeiros que anunciaram nos respectivos países o que estava a acontecer. Aliás, a revista espanhola Cambio16 até fez uma previsão de quando ia acontecer a derradeira revolução”.

Em consequência, Armando Ramos e os restantes militares, excepto Otelo, foram parar 40 dias à prisão da Trafaria. Com perda total da comunicação com o exterior: “sabíamos que ia acontecer alguma coisa, mas não sabíamos quando, nem como”. Nessa altura, “comecei a urinar sangue e os meus camaradas ficaram muito contentes, porque ia ter a oportunidade de sair da prisão para ir ao hospital”. Trocaram-lhe as voltas e “enviaram um médico à cadeira”. Não satisfeito “pedi o regulamento da prisão e dou conta de que o preso tem direito a casamento civil ou religioso”. Curiosamente, “havia um camarada que estava com casamento marcado para Julho: decidimos antecipar a cerimónia e realizá-la na cadeia”. Assim, “a minha mulher e a mulher do Almeida Bruno, entraram na prisão e até a notária aceitou que a irmã do noivo fosse sua ajudante”. Ficaram a saber “que estava tudo a andar, só não sabíamos a data”.

A prisão tem “histórias lindas: fazíamos brincadeiras para passar o tempo” e até tiveram direito a “comida vinda de fora, alguns utensílios de cozinha, uma máquina fotográfica e uns binóculos”. Afinal, “os guardas também sabiam que alguma coisa ia acontecer e por isso davam-nos algumas regalias”. Virgílio Varela, o noivo, não teve direito a um corte de cabelo no dia do casamento, mas dias mais tarde recebeu a visita de um barbeiro. “Foi muito engraçado: o visitante trazia uma mensagem de um amigo, de um comandante de Estremoz, que lhe dizia que a 27 de Abril haviam de ir jantar a um restaurante e celebrar o seu aniversário”. Assim foi.

Pelos binóculos “vi os primeiros passos da minha filha, lá ao longe, na praia da Trafaria, onde a minha mulher, e as esposas dos outros camaradas, passavam os dias, à nossa espera, junto a nós”. E viu mais… “Chega o dia 25 de Abril e vimos um submarino junto aos muros da prisão, não sabíamos que a esquadra da NATO estava fundeada no Tejo”. Foi esse “submergível que coordenou a saída dos barcos” e lembra que “vimos todo o tipo de barcos a sair, até os porta-aviões, e gritávamos ‘Estamos aqui’…”

Liberdade.

Passados “cinco dias, estávamos numa reunião, a sanear os camaradas e aparecem uns tipos a dizer que ainda ninguém tinha enviado instruções para África”. Tinha passado muito pouco tempo e a “Junta de Salvação Nacional, aqueles setes, ainda não tinham distribuído funções, nem havia organização”, mas era “urgente enviar informação sobre o que se estava a passar no país”. Alguém havia de assumir as funções do ministro do Ultramar. “Fui à prisão da Trafaria buscar os nossos pertences” e algo de muito caricato aconteceu: “na minha antiga cela estavam o ministro da Defesa e o ministro do Ultramar, o Baltazar de Sousa Rebelo, pai do nosso actual presidente da República”. O caricato: “o ministro do Ultramar foi para o meu quarto da prisão e eu fui ocupar o lugar dele no ministério”. Ainda se falaram: “achavam que iam ser fuzilados, mas assegurei-lhes que ninguém faria mal a ninguém”.

Com o passar dos dias, as “coisas começam a correr mal, o Partido Comunista era o único que estava organizado, começa a haver uma esquerda militar” e Armando Ramos juntamente com Ramalho Eanes começam a “preparar um ‘golpe’ para apear os comunistas”. A 28 de Setembro, “Eanes atira a toalha ao chão: sempre foi uma pessoa ‘especial’ e não queria ser o presidente de um país que estava num autêntico caos”. Sucedem-se “vários acontecimentos”, até que “a minha mãe prepara a minha fuga para Madrid: em Vilar Formoso tinha um familiar na GNR que permitia que a minha fuga fosse apeada, mas decidi ir a pé”. Pouco tempo depois “começo a pensar e decidi ir para os Estados Unidos da América: tinha lá uma prima, a Purificação, que é casada com o irmão do Cardeal Medeiros, de Boston”.

 

Homem do dinheiro

Assume que “tive sempre muita protecção” e do outro lado o oceano começa a “falar com as comunidades portuguesas, na costa do Atlântico e do Pacífico, e às empresas onde o Embaixador Veiga Simão me mandava, para conseguir angariar algum dinheiro” que enviava para outros camaradas, também no exílio, “uns em Madrid, outros no Brasil, em França”. Era o “homem do dinheiro, e constava que era eu que sustentava os camaradas que estavam no Rio de Janeiro e em Madrid”.

“Não estava em Portugal no 25 de Novembro [de 1975], mas fui informado um tempo depois: ninguém acreditava muito bem na revolução que foi feita nessa data”. Foi questionado “se queria regressar a Portugal ou se ficaria nos Estados Unidos da América, mas eu sempre quis regressar”. Curiosamente alguns dias depois “também o Spínola me ligou e me disse que aqui seria mais útil e ao Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP)”. Regressou, “mas a medo: deixei lá a minha família mais dois meses”.

Continuou ligado às Forças Armadas, tornou-se numa figura ímpar, ‘intrometeu-se’ na guerra israelo-árabe, “sem me dar conta”. Na altura era “comercial, vendedor de material de defesa, Estado a Estado, na Indústrias Nacionais de Defesa”, quando deu por si “estava a vender espoletas para Israel. “Correu tudo bem, e até recebi um telex do gabinete do ministro da Defesa, Ariel Sharon”.

Em 1990 é convidado, pelo coronel Teotónio Pereira, para integrar o SIS [Serviço de Informações de Segurança], onde exerceu funções como Chefe do Departamento de Relações Públicas. Passou por Macau, entre 1997 e 99, “onde tive o privilégio de cooperar com os serviços secretos britânicos, americanos, australianos e da Coreia do Sul”. Foi lá que “o meu grande amigo, coronel Manuel Soares Monge, me fez um verdadeiro profissional dos serviços secretos”.

Seguiu-se Timor, onde foi Chefe de Gabinete de Cooperação Internacional das Forças de Segurança, e até teve “Gabriela Carrascalão, esposa do José Cid, como colaboradora”. Foi amplamente condecorado. Pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recebeu recentemente a Ordem da Liberdade, um reconhecimento do papel decisivo desempenhado pelo “Movimento dos Capitães” no derrube da ditadura.

Com uma vida cheia de memórias para partilhar, o coronel Armando Marques Ramos acaba de lançar um livro, “Da Ditadura à Democracia”, onde revela documentos inéditos e demonstra que afinal ‘o mundo é do tamanho de uma ervilha’.

ANA LAURA DUARTE


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