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Criada equipa de cuidados continuados ao domicílio para actuar no Baixo Mondego

6 de Dezembro 2021

A equipa comunitária de suporte em cuidados paliativos do Baixo Mondego entra em funções na segunda-feira, abrangendo numa primeira fase os municípios da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Cantanhede e Mira, foi anunciado.

“Era uma lacuna nesta zona do Baixo Mondego, e ainda é no país, e foi essa consciência que nos determinou a empenharmo-nos neste projecto para dar resposta às necessidades”, disseram à agência Lusa os coordenadores da equipa Raquel Ferreira (médica) e Vítor Rua (enfermeiro).

A equipa, hoje apresentada no auditório do Museu Municipal Rocha Santos, na Figueira da Foz, é constituída, nesta primeira fase, por dois médicos e cinco enfermeiros, contando ainda com o apoio da equipa psicossocial (psicólogo e assistente social) do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra.

A sua missão é dar resposta às pessoas adultas com doenças crónicas severas, progressivas e incuráveis, com sintomatologia complexa, e apoio às suas famílias.

Numa segunda fase, a partir de Outubro de 2022, a equipa vai alargar a sua prestação de serviço domiciliário especializado a pessoas adultas com doenças avançadas e suas famílias aos seis centros de saúde do município de Coimbra.

Nesta altura, a equipa será reforçada com mais dois médicos, dois enfermeiros e mais horas de apoio psicossocial.

Em Abril de 2023, o projecto será alargado aos restantes municípios do Baixo Mondego: Condeixa, Mealhada, Mortágua, Penacova e Soure.

A equipa comunitária de suporte em cuidados paliativos do Baixo Mondego, que fica sediada no Centro de Saúde de Cantanhede, vai abranger, no total, 380 mil pessoas.

Funciona de segunda a sexta-feira, das 9h00 às 18h00, e ao sábado das 9h00 às 13h00, com disponibilidade para atendimento por telefone aos fins de semana e feriados e atendimento presencial em caso de crise.

O projecto é financiado pela Fundação La Caixa, no âmbito de uma candidatura, que, durante cinco anos, vai atribuir uma verba de 150 mil euros para o funcionamento da equipa.

“Esperemos que o projecto seja duradouro e tenha continuidade para sempre. O objectivo é dar continuidade depois do financiamento e que as entidades competentes continuem o projecto”, frisou Raquel Ferreira.

LUSA


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