8 de Dezembro de 2021 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Sicó recupera algum poder de compra

21 de Novembro 2021

As Terras de Sicó recuperaram algum poder de compra em 2019, no período ainda pré-pandemia e antecedente à crise provocada por esta. É uma subida ligeira, mas permite inverter a tendência de queda verificada desde 2015, após a grave perturbação económica que obrigou à entrada no país da “troika” internacional.

A análise dos dados da 14.ª edição do Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio (EPPC), agora divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), permite concluir que o poder de compra per capita, medido pelo Indicador per Capita (IpC), regista em Sicó um valor de 74,82 na média dos seis municípios, quando dois anos antes esse número era de 73,44, e comparam ambos com a média nacional (100,6).

As subidas são ligeiras, porém, todos os concelhos recuperaram no índice que procura traduzir o poder de compra manifestado quotidianamente, em termos per capita, tendo por referência o valor nacional. Alvaiázere passou do índice de 66,51 em 2017 para 67,56 em 2019; Ansião de 73,46 para 74,16; Condeixa de 77,91 para 78,99; Penela de 69,97 para 73,56 (a subida mais significativa); Pombal de 82,15 para 82,72 e Soure de 70,67 para 71,93.

Os seis concelhos mantêm-se, ainda assim, bastante longe da média das comunidades intermunicipais (CIM) que integram. Condeixa, Penela e Soure apresentam um índice médio de 74,82 quando a média dos 19 municípios da CIM Região de Coimbra é de 93,60, muito puxada pelo concelho de Coimbra, que é um dos 32 em 308 que registou valores acima da média nacional. Alvaiázere, Ansião e Pombal comparam a média de 74,81 com os 91,98 da CIM Região de Leiria, também aqui com o município de Leiria a ultrapassar (ligeiramente) a média nacional e o da Marinha Grande a aproximar-se desse valor de referência.

Melhor que há uma década

A comparação com uma década antes (2009) permite constatar uma melhoria relevante do poder de compra com uma subida média que chega perto dos 9%. Todos os municípios melhoraram significativamente no indicador per capita, à excepção de Condeixa, onde a ascensão foi de escassas décimas (78,45 para 78,99).

Na última década, Penela recuperou quase 15% no IpC em relação à média nacional, Alvaiázere, Ansião e Pombal subiram na casa dos 9% e Soure quase lá a chegar.

O valor médio para Sicó, extraído do estudo do INE, em 2009 era de 66,21 e uma década depois subiu para 74,82.

O estudo, realizado a cada dois anos pelo INE, assenta em 16 variáveis, como o IRS liquidado, rendimento bruto declarado para efeitos de IRS, ganho mensal dos trabalhadores por conta de outrem, valor das compras nacionais através de terminais de pagamento automático, valor das operações de pagamentos e levantamentos em caixas automáticos, crédito à habitação, veículos ligeiros vendidos, IMI, volume de negócios das empresas de restauração, entre outras.

De acordo com o INE, o Indicador per Capita do poder de compra pretende traduzir o poder de compra manifestado quotidianamente nos diferentes municípios e resulta de uma matriz de variáveis maioritariamente reportadas ao ano de 2019.

Lisboa à grande

A nível nacional, o estudo confirma que o poder de compra dos portugueses está sobretudo concentrado nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. De resto, o caso do concelho de Lisboa é bem o espelho do centralismo, também neste capítulo, a que chegámos:  o município da capital mais do que duplica (205,62) a média do poder de compra nacional.

Segundo o INE, o poder de compra per capita era tendencialmente mais elevado no litoral continental e, por oposição, mais reduzido no interior (sobretudo, Norte e Centro).

Ordenado médio também subiu

O aumento do poder de compra em Sicó não pode ser dissociado do aumento do ordenado médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem neste território, que subiu quase 70 euros de 2017 para 2019. De acordo com a base de dados Pordata, o ordenado médio, incluindo horas extra, subsídios e prémios, subiu de 897.41 euros para 966.61 euros no referido período. Mesmo tendo em conta a (ligeira) inflação, não deixam de ser mais uns trocos na carteira.

Segundo os mesmos dados, por concelho, o ordenado médio mensal dos trabalhadores por conta de outrem era o seguinte em 2019: Alvaiázere, 887.90 €; Ansião, 939.70 €; Condeixa, 999.80 €; Penela, 939.70 €; Pombal, 1.025.00 € e Soure, 1.007.60 €. No país, o valor médio era de 1.084.70 €.

[NOTÍCIA DA EDIÇÃO IMPRESSA]


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