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NATÉRCIA MARTINS

Nós de ontem e de hoje

19 de Novembro 2021

Quem sabe como apareceu a vida na Terra? Um mistério a que ninguém saber responder. Muitas coisas seguiram a sua evolução e continuam sempre a evoluir cada vez mais. O homem pensa e sonha em tornar a vida cada vez melhor como seja a comida, o dormir e o viver.

Com a habitação nunca está satisfeito. Antes dizia-se que “casa onde caibas e terra que nem saibas”. Isto equivale a dizer que a casa podia ser pequena, mas quanto a terras, tinham de ser muitas. Na casa, um quarto servia para o casal e outro para os filhos. Sempre tudo muito pequeno em espaço. Sei de casas antigas que apenas tinham a lareira, o quarto onde só cabia uma cama e uma cadeira. Mais nada!

Mas a necessidade de mais conforto deu uma grande volta.

A necessidade da casa de banho só nos tempos mais próximos de nós é que se tornou mesmo necessária. Isso era só para gente rica. Em tempos fui a casa de um casal que até tinha algum “estatuto”. Precisei de uma necessidade fisiológica, mas não havia casa de banho. Tive de utilizar o pátio das galinhas. O galo bom cantor e dono das galinhas, olhou para mim disposto a atirar-se. Não atirou. Já devia estar habituado àquelas sessões. Olhámos os dois um para o outro. Se se atirasse estava sujeito a fazer uma cabidela.  A propósito. Sabem o que é uma cabidela? Hoje já se usa pouco. Só mesmo quem vive na aldeia e tem animais.

Bem, a cabidela faz-se com o galo ou galinha partida em pedaços e estufada com cebola, o alho e vinho tinto. Junta-se o sangue que se aproveitou e arroz no tacho. Ferve mais um pouco e fica pronto. Sádico? Ah, pois! Quem vive na aldeia é ou, melhor, era assim. Mas não é da arte culinária que estou aqui para falar, embora esta também tenha evoluído ao longo do tempo. Desde a fogueira e as panelas de ferro com grandes “nacos” de toucinho a ferver lá dentro, em cima da trempe com a fogueira por baixo ao microondas que se utiliza hoje, foi apenas um salto.

A água é um elemento fundamental à vida. Mas nem sempre foi assim. Quando se não tinha água em casa precisava-se de ir à fonte com o cântaro. Racionar a água era o lema de outros tempos. Hoje já toda a gente tem água em casa. Quem morava perto do oceano decerto que pensava o que haveria para além de toda aquela água. Sim, o mundo não acabava ali! Foi assim que nas frágeis caravelas os homens mais afoitos se lançaram em expedições e descobriram terras e seus habitantes com culturas bem diferentes das que estavam habituados. As viagens eram muito longas. Dias e até anos e por isso mesmo levavam mantimentos: animais vivos como carneiros, galinhas e, claro, água porque a do mar não dava para beber.

Quando numa expedição chegaram à Ásia depararam com pessoas que pintavam a cara com produtos da terra. Ficavam mais bonitos. Pensavam eles. Hoje temos as tatuagens, que não sendo novo, os povos antigos, de África e não só, já as usavam. Feitas de forma, muito artesanal, é certo, mas não é novidade.

Cruzamento de espécies, gente bem diversa. As pessoas são o fruto da educação que tiveram. Assim é na aldeia e na cidade, sendo pessoas iguais têm culturas bem diversas.

A enxada e o computador são objectos de trabalho. Bem diferentes, mas é trabalho.

O homem foi transformando as culturas com o cruzamento de espécies tanto animais como hortícolas.

Os animais foram sendo domesticados e hoje temos por companhia, alguns que eram selvagens. Hoje já não o são. As casas foram-se transformando com o tempo. Hoje já se não vive junto ao borralho e a televisão revolucionou tudo. Também os terrenos foram sendo devastados e tornados em solos produtivos. Muito contribuiu o fogo pois sem ele a evolução das gentes não era possível. O homem cultivava o que consumia. Era o que se chamava de cultura de subsistência. As coisas mudaram e muito. As grandes superfícies têm tudo o que se cultiva em qualquer época do ano.

Quem imaginava, há uns anos comer melão ou uvas em Janeiro?

É a isto que chamamos evolução. É assim o Mundo de hoje.

O homem já foi à Lua e a Marte. Que outras coisas virão a seguir? Não sabemos.

A vida de cada um de nós é uma aventura.


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