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Alvaiázere: Nova oficina de restauro do CAO pronta até ao fim do ano

6 de Novembro 2021

O Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) para pessoas com deficiência da Associação da Casa do Povo de Alvaiázere (ACPA) conta ter a funcionar em pleno até ao final do ano a oficina de restauro de madeiras.

O projecto foi um dos vencedores do Prémio BPI Fundação ‘la Caixa’ Capacitar 2021 e visa a criação de uma oficina de restauro, para execução de pequenas peças em madeira, inserida no CAO e a criação de uma loja online para venda dos produtos.

Carla Silva, directora do CAO, adianta ao TERRAS DE SICÓ que a oficina já está em actividade, embora sem as instalações adequadas, daí a candidatura a apoio financeiro, que conseguido vai permitir a aquisição de um módulo pré-fabricado para a colocação da carpintaria.

O projecto está em fase de implementação, com a aquisição do módulo e dos equipamentos e materiais necessários. “Queremos que até ao final do ano esteja tudo operacionalizado e em funcionamento”, refere a responsável.

As actividades no CAO, com três dezenas de utentes portadores de deficiência, procuram desenvolver as competências destes, fomentando a sua auto-estima.

“O que verificámos ao longo do tempo é que a área das madeiras, da recuperação de alguns objectos, como janelas, portas ou cadeiras, era uma das áreas que gostavam muito e começámos a ter o atelier da oficina de restauro. A partir daí e como não tínhamos um espaço adequado submetemos a candidatura ao prémio para ser possível com outras condições realizar os trabalhos de recuperação de algumas peças”, conta Carla Silva.

Os materiais para restaurar chegam à instituição, sobretudo, através de ofertas de pessoas e empresas.

Nas mãos dos utentes do CAO, o velho fica novo e ganha utilidade, transformando peças antigas em apreciadas ‘obras de arte’ que tem a venda como destino final.

“Os produtos que são feitos na oficina são para venda e, por isso, o projecto ao Prémio Capacitar inclui também uma página na Internet para venda online”, salienta a directora técnica, especificando que também os trabalhos de outros ateliers, como o têxtil ou o das artes plásticas, são para colocar no mercado. A mostra, divulgação e transacção dos produtos em feiras locais, pelos próprios utentes, para os integrar socialmente, também está nos propósitos.

Abertura à comunidade

Para Carla Silva, a abertura à comunidade é um objectivo permanente da Associação da Casa do Povo de Alvaiázere. “Queremos muito que as nossas respostas socais, CAO e Lar Residencial, sejam abertas à comunidade e que esta tenha uma ligação connosco. Não faz sentido sermos suma instituição fechada. Vamos com os nossos utentes a diversos locais e queremos que sejam eles próprios a fazer o contacto com a população. Até para tornar a população também o mais inclusiva possível”, afirma.

A responsável do CAO sublinha que vários utentes têm capacidade, pelo nível de autonomia e pelas próprias competências, para serem integrados em actividades socialmente úteis, seja em empresas ou em entidades públicas.

“É um objectivo que queremos no futuro. Este projecto é exactamente para no futuro conseguirmos essa integração. Primeiro damos-lhe as competências pedagógicas e formativas dentro da instituição, para depois os conseguir integrar”, refere Carla Silva.

Além da oficina de restauro, o CAO proporciona ateliers de têxteis, de artes plásticas, actividade física, expressão dramática e teatro, yoga e dança.

O êxito da candidatura submetida à 12.ª edição do Prémio Capacitar, pertencente ao Banco BPI e à Fundação ‘la Caixa’, foi vista em Alvaiázere como “muito importante”, não apenas pela visibilidade que dá à Associação da Casa do Povo, mas essencialmente pela vertente financeira. “A instituição não tens fins lucrativos e vive daquilo que são os apoios e o trabalho desenvolvido”, destaca Carla Silva, revelando que anteriormente a ACPA já se candidatara ao prémio, mas como não tinha respostas sociais não foi contemplada. “Conseguir o prémio logo no segundo ano em que temos respostas socais é muito bom”, congratula-se.

A directora técnica deseja que o futuro do CAO seja “como um dia de sol”. “Que nos traga aquilo que são os nossos objectivos, que nos permita abrir à comunidade e fazer um trabalho de referência em prol das pessoas que acolhemos. É por elas e para elas que trabalhamos diariamente”.

A ACPA tem em funcionamento as valências de CAO e lar residencial, bem como o Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS) 4G e a formação profissional.

[NOTÍCIA DA EDIÇÃO IMPRESSA]


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