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Soure: Luísa Pereirinha ao leme do Agrupamento de Escolas Martinho Árias mais quatro anos

8 de Agosto 2021

“A educação é um bem precioso”, realçou Luísa Pereirinha na tomada de posse como directora do Agrupamento de Escolas Martinho Árias, de Soure. O acto ocorreu segunda-feira (2) na sala dos alunos da Escola 3.º Ciclo e Secundária Martinho Árias.

A directora, empossada para o segundo mandato, contou que “todo o trabalho desenvolvido ao longo destes quatro anos foi intenso e duro, e só não foi tão duro e nunca me senti sozinha, porque a escola faz parte de uma rede social e todos nós temos um grande sentido de pertença a uma comunidade”.

“No meu primeiro quadriénio tivemos que implementar o projecto Autonomia, Flexibilidade e Inclusão, um paradigma de trabalho colaborativo numa perspectiva curricular holística e que foi uma revolução autêntica. E a acompanhar este projecto a implementação da avaliação pedagógica, no âmbito do projecto MAIA, que é um projecto nacional que tem uma monotorização, planeamento, investigação e avaliação pedagógica e que nos certifica com um selo de qualidade durante três anos. Como se não bastasse tudo isto, pouco depois chega a pandemia que nos obrigou a elaborar e implementar um plano de contingência, assim com um plano de ensino à distância que precisou de ser elaborado e implementado e do qual nos podemos congratular porque de facto se mostrou eficaz onde ninguém ficou para trás. A pandemia não só nos ‘obrigou’ a criar e implementar planos, como nos incentivou a ser parte activa nas respostas sociais enquanto local de acolhimento a famílias menos favorecidas, mas também a famílias com profissionais na área da saúde e no apoio social”, disse ainda Luísa Pereirinha.

Apesar das dificuldades sentidas no seu primeiro quadriénio, a directora afirma que tudo se deve ao trabalho colectivo e que sem a colaboração de todos “o Agrupamento de Escolas seria um imenso vazio”.

O trabalho é para continuar. “Avizinha-se a descentralização de competências, a avaliação externa da EGEC e temos também um plano de acção digital em força. Todas estas acções estão previstas, mas sem nunca descurar a qualidade da aprendizagem, a valorização do ser e do saber e qualificação dos jovens e dos adultos”, salientou a docente.

“Os títulos nobiliárquicos são bens dos antepassados, a riqueza é uma dádiva da sorte, a glória é instável, a beleza é efémera, a saúde é inconstante, a força física cai tomada pela doença e pela velhice, então concluímos que a educação, ou a cultura se quisermos, é a único bem humano que é imortal. A educação rejuvenesce com o tempo, dá sabedoria à velhice e nem a guerra, ou a pandemia, a pode destruir”, referiu ainda Luísa Pereirinha, aludindo a que num tempo marcado pela “fragilidade do efémero e pela perenidade da educação, faz cada vez mais sentido sermos por e para todos. Sejamos construtores de pontes entre as pessoas”, apelou, frisando que a reempossada direcção pretende também contribuir para tal desiderato.

[NOTÍCIA DA EDIÇÃO IMPRESSA]


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