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Pombal: Município intervencionou 605 ninhos de vespa velutina este ano

20 de Agosto 2021

A Câmara de Pombal intervencionou desde Janeiro 605 ninhos de vespa velutina, quase tantos como em 2020, segundo informação hoje disponibilizada à agência Lusa.

Segundo os dados, em 2017 foram intervencionados 130 ninhos de vespa velutina no concelho, número que passou para 383 em 2018 e, um ano depois, para 408 ninhos.

O ano passado foram 635 os ninhos de vespa velutina objecto de intervenção, sendo que, este ano, até ao dia de hoje, foram 605.

“Só em Agosto estão já referenciados 106 ninhos”, adianta a autarquia.

À agência Lusa, Nuno Osório, do Gabinete Municipal de Protecção civil e Florestas, disse que é “colocado um produto no ninho, através da utilização de uma vara ou através de um marcador de ‘paintball’, e o ninho é neutralizado”.

“As vespas começam a ficar atordoadas e atacam-se mutuamente. Quando vespas de outros ninhos notam esta fragilidade também vão atacar esse ninho e acabam por ser atingidas pela mesma situação, que transportam para outros ninhos”, explicou Nuno Osório.

De acordo com este responsável, “o problema está generalizado pelo concelho”, mas com “maior incidência na freguesia de Pombal e na zona litoral”.

“Este é um problema muito difícil de eliminar, mas é possível controlá-lo, com a intervenção de várias entidades, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, serviços de Protecção Civil e apicultores”, declarou.

Referindo que as denúncias para a existência destes ninhos partem, maioritariamente, da população, Nuno Osório afirmou que o Município de Pombal tem disponível um endereço electrónico (vespavelutina@cm-pombal.pt) para comunicação destas situações.

“Temos uma média de dois dias úteis para intervencionar assim que é recebido o alerta”, acrescentou.

De acordo com o ‘site’ do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, os principais efeitos da presença das vespas asiáticas manifestam-se na apicultura, “por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas”, e na segurança pública, dado que, “não sendo mais agressivas do que a espécie europeia, no caso de sentirem os ninhos ameaçados reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros”.

LUSA


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