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Pombal: Jovem realizador versátil ‘dá cartas’ além-fronteiras

8 de Agosto 2021

A paixão pela realização começou cedo, por volta dos 13 ou 14 anos, quando “comecei a fazer vídeos de comédia, numa de youtuber”, mas foi a natureza e o contacto que teve com ela que fez com que desenvolvesse o seu “lado mais artístico, mais cinéfilo, até porque foi nessa altura que comecei a consumir mais cinema”.

“Comecei a publicar alguns no Youtube e aí é que obtive algum feedback das pessoas porque é assim, publicando, que se consegue perceber se o nosso trabalho tem algum impacto ou não. E acabei por gostar de mostrar algumas emoções através do vídeo e de com isso passar uma mensagem”, explica Tiago Iúri ao TERRAS DE SICÓ.

O jovem realizador natural da Ilha, que descobriu a sua paixão pelo cinema ainda na adolescência, tem dado cartas na área, mas assume que foi a sua versatilidade que lhe tem permitido trabalhar.

“Quando era novo eu ‘desenrascava-me’ com tudo em vídeo e isso inclui muita coisa: edição, realização e direcção de fotografia. Então sei fazer de tudo um pouco. Às vezes surge uma publicidade ou outro trabalho, e se quem me contratar quiser poupar dinheiro, acumulo duas ou três funções. Não me defino só como realizador ou produtor, prefiro dizer que trabalho em imagem”, acrescenta.

Ainda que não se defina como realizador, já conquistou prémios e nomeações com as suas curtas-metragens tendo vencido este ano o People’s Choice Award pelas Nações Unidas no UN Sustainable Development Platform na categoria Protecting Our Planet (Proteger o Nosso Planeta) com a curta-metragem Saudade, que aborda a questão protecção da espécie do rinoceronte branco.

“No total do meu trabalho devo ter recebido uns seis ou sete prémios, mas não ganho dinheiro com o cinema, antes pelo contrário, gasto é mais. O dinheiro que ganho é a fazer trabalhos para outros, invisto nos meus próprios filmes, até porque não é fácil encontrar quem queira investir. O mercado que consome cinema português é pequeno e existe muito preconceito adjacente e depois é muito mal pago. É ingrato”, desabafa o jovem ilhense.

Contudo, continua a afirmar que tudo o que tem conquistado se deve ao seu lado versátil que “este reconhecimento e entrada no mercado apenas aconteceu porque não me mantive focado em apenas uma coisa e acredito que seria mais difícil estar em Lisboa se o tivesse feito. Foi por causa desta minha versatilidade que fui convidado para ser operador de câmara e director de fotografia do programa da SIC ‘À descoberta com…’, e que depois acabei por assumir ainda outras funções que me deram mais experiência”.

Pombal no horizonte

E agora essa ‘curta’, que tanto reconhecimento internacional tem conquistado, abriu-lhe mais uma porta: a realização de uma trilogia de ‘curtas’ voltadas para a protecção animal com palavras tipicamente portuguesas.

“Começamos com a palavra saudade e teremos ainda mais duas que ainda não estão definidas porque estamos em produção. E, se tudo correr bem, ficarão disponibilizadas na ‘opto’, a plataforma streaming da SIC”, conta Tiago.

Apesar de residir em Lisboa, revelou ter dois projectos para Pombal: um festival de cinema e uma produção sobre algo verídico e de género criminal.

“Este projecto como é um assunto muito pombalense, que só trabalharei daqui a cinco anos e envolve algum dinheiro, prefiro revelar mais tarde. Posso dizer que já está a ser escrito e que é baseado em factos verídicos com conteúdo criminal, mas deixo no ar a curiosidade sobre o assunto”, concluiu o realizador ilhense.

[NOTÍCIA DA EDIÇÃO IMPRESSA]


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