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Ansião: Orçamento Participativo ajuda Bombeiros a colmatar falta de material

17 de Julho 2021

O bombeiro Luís Rosa conquistou o primeiro lugar no Orçamento Participativo (OP) de Ansião com o projecto ‘Mitigação de Catástrofes V2’, sendo um dos três projectos na área da Protecção Civil que o OP vai concretizar no decorrer das suas cinco edições.

O valor orçamentado, cerca 35.000 euros, está destinado à aquisição de vários equipamentos para mitigação de catástrofes e protecção de pessoas e bens.

A proposta apresentada por Luís Rosa consiste na aquisição de duas bombas flutuantes de grande capacidade, carregador de garrafas de ar comprimido, dois detectores de atmosferas perigosas, extractor de gases, câmara de infravermelhos, martelo eléctrico, escadas telescópicas, 20 rádios portáteis de banda VHF, oito fatos de neopreno e dois cabos de resgate, com o intuito de dotar a Protecção Civil de Ansião para cenários como a seca extrema, detecção de vítimas soterradas ou desaparecidas, incidentes com matérias perigosas, apoio a resgate em grutas, fossas e silos industriais, inundações e apoio a grandes incêndios.

“A ideia surgiu pela carência de equipamentos na Protecção Civil, mais especificamente nos Bombeiros de Ansião, que é quem faz este trabalho. Estes equipamentos vão ser-nos entregues, porque nós, bombeiros, é que estamos preparados para os manusear, mas os rádios vão ser divididos. Nós vamos ficar com 10 e os restantes 10 ficam no serviço de protecção civil municipal, isto para que possamos trabalhar de forma conjunta quando há um incêndio ou uma inundação e exista, ao dispor de ambos, este meio de comunicação, até porque o CIRESP às vezes falha e estes rádios funcionam sempre”, explica Luís Rosa ao TERRAS DE SICÓ.

Embora o bombeiro assuma que este tipo de equipamentos esteja sempre a evoluir, todo o material que apresentou na proposta “estava em défice nos Bombeiros, aliás, para algumas situações de socorro, como era o caso de pessoas desaparecidas, não tínhamos qualquer meio disponível que pudéssemos utilizar para esse fim, assim como não tínhamos nenhum mecanismo para a detecção de gases perigosos. No caso dos carregadores para as garrafas de oxigénio, a situação era ainda mais grave porque tínhamos que ir a Coimbra ou a Leiria para as recarregar”.

Ainda que não concorde com a totalidade das normas da participação do Orçamento Participativo, por considerar que “deviam ter uma regra em como as pessoas que venceram o OP não podiam voltar a concorrer durante um ou dois anos, para que fosse dada oportunidade a outros projectos, mas também devia ser permitido que as instituições concorressem, até porque se analisarmos bem as propostas até agora apresentadas, percebemos que todas elas estão ligadas a uma instituição”, afirma, sublinhando, contudo que o OP “é de extrema importância”.

“Os executivos camarários, por muito bons que sejam, não conseguem detectar tudo o que é necessário construir ou fazer, e prova disso são as inúmeras propostas que foram apresentadas e que se tornaram uma realidade, como campos de ténis, equipamentos para ginástica acrobática, desfibrilhadores automáticos externos espalhados pelo município, entre outros. Além de que fomenta a democracia, porque são as pessoas que escolhem qual é o projecto que querem ver ser realizado naquele ano, mas também ajuda os executivos camarários a ter algumas ideias do que é preciso ser feito no concelho e dos que as pessoas querem e precisam”, reforça o bombeiro.

RUTE AZEVEDO SANTOS

(Na foto, os bombeiros Luís Rosa e Pedro Paz e o presidente da Câmara de Ansião, António José Domingues, que reuniram para definir as etapas de implementação do projecto)

[NOTÍCIA DA EDIÇÃO IMPRESSA]


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