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Coimbra: Empresas da Região exigem “dotação prometida” à criação de emprego

9 de Junho 2021

O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) reclamou do Governo “a dotação prometida” à totalidade das candidaturas aprovadas no âmbito do programa +CO3SO Emprego.

“Não permitimos nem aceitamos que, mais uma vez, a Região de Coimbra seja esquecida”, afirma o CERC em comunicado, exigindo “que o Governo cumpra com as suas promessas e atribua urgentemente a dotação” para que seja promovida “uma verdadeira coesão territorial”.

Desde a apresentação do +CO3SO, em Junho de 2020, “verificou-se que as verbas eram reduzidas, tendo as associações empresariais efectuado diversos alertas para tal facto”, enquanto o executivo de António Costa “sempre incentivou os empresários a apresentarem as suas candidaturas” e assegurou “que a todos os projectos aprovados seria atribuída cabimentação”, recorda.

O programa “seria um excelente sistema de apoio para as empresas que pretendessem aumentar o número de postos de trabalho e iria potenciar a coesão territorial”, sublinha a organização, cuja nota é assinada pela dirigente Cristina Antunes, também presidente da Associação Empresarial de Cantanhede (AEC).

Além desta, o CERC congrega mais 12 associações empresariais da região, “que representam mais de 15 mil empresas” dos 19 municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, cujo volume de negócios global é superior a 10 mil milhões de euros.

No dia em que a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, visitou várias empresas no concelho de Soure, distrito de Coimbra, as 13 associações “apresentam o seu mais profundo desagrado relativamente ao desenrolar” do programa +CO3SO, apresentado pela governante há quase um ano.

A ministra Ana Abrunhosa e outros membros do Governo “deixaram bem claro a intenção (…) em colmatar a insuficiência de fundos do programa +CO3SO, afirmando sempre que haveria de existir reforço orçamental se necessário”, enfatiza o Conselho Empresarial regional.

“Todos os empreendedores, que mesmo com a crise não baixaram os braços, que, com tanto esforço, se mantiveram persistentes, sentem-se agora desprezados e largados ao abandono”, uma situação pela qual responsabilizam “aqueles que os incentivaram a avançar”, em concreto o primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Coesão Territorial.

Os dirigentes do CERC perguntam “onde está a coesão territorial tão aclamada” pelo ministério da tutela, enfatizando que, no Norte e no Alentejo, “a todas as candidaturas aprovadas vão ser atribuídos fundos” e alegando que tal não se verifica na Região de Coimbra.

LUSA


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