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Investigadores de Coimbra procuram novas terapêuticas para os tumores da hipófise

7 de Abril 2021

Investigadores da Faculdade de Medicina de Coimbra estão a tentar “encontrar novas abordagens terapêuticas para tumores da hipófise”, anunciou hoje a Universidade de Coimbra (UC).

Uma equipa de investigadores está a “desenvolver um estudo que pretende permitir encontrar novas abordagens terapêuticas para os tumores da hipófise (glândula situada na base do cérebro)”, revela a UC, numa nota enviada hoje à agência Lusa.

“Os tumores da hipófise, também chamados adenomas hipofisários, porque na sua maioria são benignos, afetam 15% da população e são dos tumores primários cerebrais mais frequentes”, sublinha a UC.

Centrado nos “pequenos adenomas hipofisários denominados corticotrofos”, o estudo está a ser desenvolvido em colaboração com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto e o Oxford Centre for Diabetes, Endocrinology and Metabolism, do Reino Unido.

“Estes tumores, apesar de, na larga maioria dos casos, serem benignos, associam-se a elevada morbilidade e, se não forem tratados apropriadamente, apresentam mortalidade acrescida”, alerta Luís Cardoso, investigador principal do estudo, designado “Molecular Characterisation of Corticotroph Adenomas in a Portuguese Cohort”.

Actualmente, além da cirurgia, não existem terapêuticas com eficácia curativa.

É, por isso, “fundamental estudar os mecanismos moleculares subjacentes à origem e desenvolvimento desta doença, que permitam, por um lado, identificar factores prognósticos, que optimizem as terapêuticas existentes e, por outro lado, permitam identificar novas alternativas terapêuticas”, realça o investigador da Faculdade de Medicina da UC.

Para tal, adianta, irá “estudar-se o perfil mutacional (por exemplo, genes USP8, USP48) de uma coorte portuguesa de adenomas corticotrofos, os factores moleculares que permitam individualizar a abordagem ao doente, bem como o efeito da modulação epigenética em linhas celulares destes tumores”.

Ao estudar a patogénese dos adenomas corticotrofos e suas implicações clínicas e terapêuticas, a equipa de especialistas pretende essencialmente contribuir para “melhorar o conhecimento global da sua patogénese, nomeadamente o papel das mutações recorrentes no gene USP8 e da modulação epigenética, bem como identificar fatores que permitam prever o comportamento biológico do tumor e de resposta terapêutica”, esclarece, citado pela UC, Luís Cardoso.

A informação obtida no âmbito da investigação poderá permitir “melhorar a abordagem clínica dos doentes com adenomas corticotrofos”, refere o investigador.

Além disso, sublinha, “a informação molecular poderá ter utilidade no prognóstico, terapêutica e seguimento”.

Este estudo foi recentemente distinguido com uma bolsa da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo e HRA Pharma Iberia, no valor de dez mil euros.

LUSA


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