22 de Janeiro de 2021 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Condeixa prepara-se para recolha selectiva de biorresíduos

13 de Janeiro 2021

A Câmara Municipal de Condeixa vai dar início à recolha selectiva de resíduos orgânicos biodegradáveis, “apelando à participação e envolvimento da população com o objectivo de reduzir o desperdício de resíduos com valor”.

O projecto piloto de recolha selectiva dos biorresíduos (restos alimentares e resíduos verdes) vai avançar em duas freguesias do concelho, abrangendo cerca de 5.550 pessoas. Destina-se ainda ao sector não doméstico de todo o concelho,
nomeadamente restaurantes, cantinas, mercados e supermercados.

Por imposição da União Europeia, a partir de 31 de Dezembro de 2023, Portugal tem de começar a realizar a recolha selectiva dos resíduos orgânicos biodegradáveis, os chamados biorresíduos. Para se adaptar a estas novas exigências, a Câmara de Condeixa viu aprovada a candidatura “Biorresíduos com Valor” que submeteu no âmbito do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), e que visa a implementação da recolha selectiva de biorresíduos.

Esta operação, no valor total de 414 657,60 euros, dos quais 85% comparticipados pelo Fundo de Coesão, pretende preparar o município para responder a este novo desafio.

“O objectivo é evitar que sejam depositados em aterro resíduos com valor, isto é, os biorresíduos que fazem parte do dia-a-dia, nomeadamente os restos de comidas ou os que resultam, por exemplo, da preparação dos alimentos que usamos para fazer uma refeição”, explica o município em comunicado.

Estes resíduos compõem, em média, quase 40 por cento do nosso caixote do “lixo comum” e representam a perda de um recurso importante que, depois de transformado, pode ser encaminhado para enriquecimento dos solos agrícolas e
florestais nacionais.

A Câmara Municipal acrescenta que “quando os biorresíduos são recolhidos de forma selectiva, e devidamente encaminhados para tratamento e valorização, podem ser geridos para aproveitar todo o seu potencial ambiental e económico, assegurando uma economia mais circular e evitando poluir a água, o solo e o ar”.

O início deste processo, de desvio dos biorresíduos da rede de recolha indiferenciada para a rede de recolha selectiva deste novo fluxo, reveste-se de “enorme importância no aumento dos índices de reciclagem”. O seu sucesso, porém,
“requer e depende da participação, esforço, empenho e co-responsabilização de todos os intervenientes, para que no final de 2023 Condeixa consiga ter uma rede de recolha selectiva de biorresíduos e reduzir o desperdício de resíduos com valor”.

A autarquia termina o seu comunicado referindo o quão “fundamental que separe correctamente os resíduos orgânicos e não os misture com outros que acabam por os contaminar. Assim, no novo contentor de cor ou tampa castanha deposite apenas restos de alimentos crus e cozinhados ou fora de validade (legumes e frutas, carne e peixe, restos de sopa, restos de pão e bolos), cascas de ovos, borras de café, saquinhos de chá e guardanapos de papel”.


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