22 de Janeiro de 2021 | Quinzenário Regional | Diário Online
PUBLICIDADE

PAULO JÚLIO

2021!

31 de Dezembro 2020

Vamos entrar em 2021, depois de um ano em modo de pausa e com ansiedade a mais. Com a vacina já a ser ministrada, com respeito continuado pelas regras, é importante que o próximo ano seja mais normal, que a nossa confiança aumente, que o nosso comércio local, a restauração, as empresas que organizam eventos e a hotelaria regressem paulatinamente às suas actividades e dessa forma ajudem a recuperar emprego e a economia.

As autoridades públicas locais terão de estar à altura desses desafios, introduzindo novas dinâmicas, retirando burocracia, o que só acontecerá com redobrada atenção e acompanhamento de quem tem responsabilidades políticas. Em ano de autárquicas, alguma energia é retirada do serviço público para se preparar listas, escolher candidatos, gerir insatisfações e individualidades, enfim o costume até à campanha que decorrerá em Setembro. Todavia, a melhor forma dos autarcas em funções provarem o seu valor, é através de serviços mais rápidos e focados nos cidadãos, e com projectos-âncora de desenvolvimento social e económico. Este alinhamento focado no cidadão nem sempre está presente, mas este é o tempo em que o tempo é essencial à recuperação do País.

Será já em Janeiro que decorrerão eleições presidenciais que, à partida, serão ganhas por Marcelo Rebelo de Sousa. Os próximos tempos políticos serão imprevisíveis, mas se há algo que Portugal precisa, é deixar que a criatividade e a capacidade empreendedora dos Portugueses vençam o imobilismo. É um lugar-comum dizer-se que é na Escola que se joga o futuro, mas a distância provocada pela pandemia não tem ajudado. Os nossos jovens precisam de vontade de aprender e perceber bem que sem esse esforço, será ainda mais difícil. Portugal precisa de valorizar os seus jovens e a política da sua empregabilidade não se pode resumir a uns estágios profissionais, num mercado rígido como o nosso. Por outro lado, a economia não tem crescido o suficiente para reter talentos e jovens, permitindo-lhes ser mais autónomos e seguir a sua vida acrescentando valor em  Portugal. A economia, por sua vez, não tem crescido porque vive asfixiada em impostos e não tem conseguido dar mais lugar a boas ideias e negócios.

Os impostos são a inevitabilidade de um Estado ineficiente, muitas vezes, governado por “ideologias” que já provaram não resultar. Um Estado que não dá o exemplo e que, demasiadas vezes, é a arma de arremesso político de quem governa. Um Estado que não se responsabiliza, não dá o exemplo e que demora, quase sempre, demasiado tempo, ou a resolver ou a assumir. Respeito quem pense que é assim é que está bem, colocando o Estado a gerir empresas, retirando-lhe recursos que deveriam ser aplicados nas suas verdadeiras funções. Esta é uma discussão que só será bem feita, se for feita com civilidade e sem preconceitos. São modelos de desenvolvimento diferentes que quase nunca são discutidos por conta da demagogia e da espuma dos dias.

Que 2021 não seja só o início de mais uma década ou o fim da covid. Que Portugal deixe de ser o País que necessita de ajuda externa de tempos a tempos, por desgoverno e desmazelo.

Bom Ano!


  • Director: Lino Vinhal
  • Director-Adjunto: Luís Carlos Melo

Todos os direitos reservados Grupo Media Centro

Rua Adriano Lucas, 216 - Armazém D Eiras - Coimbra 3020-430 Coimbra

Site optimizado para as versões do Internet Explorer iguais ou superiores a 9, Google Chrome e Firefox

Powered by DIGITAL RM

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com