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Trabalhadores do setor da alimentação dos Hospitais de Coimbra em greve

16 de Janeiro 2020

Os trabalhadores do sector de alimentação dos Hospitais da Universidade de Coimbra afectos ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) estiveram hoje em greve para reivindicar melhores salários e redução do horário de trabalho.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical António Baião disse que somente 30% dos trabalhadores dos 170 escalados para o serviço de hoje estiveram a trabalhar para assegurar os serviços mínimos.

“Fizemos uma proposta de aumento salarial de 90 euros acima dos salários base, que ainda não tem resposta, embora no dia 22 [de Janeiro] haja uma reunião com a empresa”, referiu o sindicalista.

Os trabalhadores pretendem também que o horário de trabalho seja reduzido faseadamente das 40 para as 35 horas semanais e que seja reconhecida a sua “antiguidade e saber”.

Na sexta-feira, além dos trabalhadores do sector da alimentação, também os da lavandaria e resíduos de todas as unidades do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), do IPO e do Hospital Sobral Cid vão estar em greve pelos mesmos motivos.

Todos estes trabalhadores, que no total são cerca de 800, vão concentrar-se em frente à entrada principal dos Hospitais da Universidade de Coimbra e deslocar-se, em cordão humano, até à Praça 08 de maio, onde contam ser recebidos pelo presidente da Câmara Municipal.

“Queremos dar visibilidade ao protesto, que é em nosso benefício, mas também da população, que terá serviços de melhor qualidade”, frisou António Baião.

No caderno reivindicativo, António Baião salienta ainda a necessidade da administração central repor o número de trabalhadores necessários à prestação de serviços de qualidade aos utentes.

Segundo o dirigente sindical, os sectores da alimentação, lavandaria e resíduos estão com dificuldades em recrutar trabalhadores devido aos salários baixos e ao facto de laborarem aos fins de semana e feriados.

Por outro lado, acrescentou, é necessário também que a administração central invista nas instalações e equipamentos que estão “um caos, face ao desinvestimento dos últimos anos”.

LUSA


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