2 de Abril de 2020 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Paulo Júlio

Precisamos de alternativa a isto!

10 de Janeiro 2020

Este sábado, o PSD decide o seu futuro. Se pensarmos nas últimas duas décadas, quando foi chamado ao governo, a circunstância ou era de pântano ou de bancarrota. Por entre governações, entre 2004 e 2010, trocou várias vezes de líder, tendo sido Presidentes Pedro Santana Lopes, Marques Mendes, Luís Filipe Menezes e Manuela Ferreira Leite que saiu, na sequência da derrota eleitoral de 2009.

Entre 2010 e 2017 coube a Passos Coelho salvar Portugal e depois dos resultados das autárquicas e desgastado por cinco anos de governo dificílimo, onde o PS sempre foi a face visível de uma organização calculista e pouco solidária com os portugueses, acabou por se demitir e provocar eleições directas.

Não fora essa percepção de um PS calculista, e as eleições de dois mil e quinze, não teriam sido ganhas pela coligação PSD e CDS. Mas, voltemos ao PSD. Há dois anos, na sequência da demissão de Passos Coelho, o PSD foi a votos, e Rui Rio ganhou. Num erro estratégico que, independentemente da sua boa vontade, lhe toldou quaisquer possibilidades de ser a alternativa ao então governo apoiado pelas denominadas esquerdas unidas, quis fazer uns acordos com António Costa que não enjeitou em passar uma imagem que ele próprio tinha destruído. Ser visto pelos Portugueses, como um político equilibrado, depois de se ter proposto PM, encostando-se ao Bloco de Esquerda e Comunistas. Desde então, Costa percebeu que podia navegar à bolina e foi metendo Rio no bolso. Rio, fiel ao seu teimoso pensamento (persistente, para quem gosta mais dele), não conseguiu ver e teimou em nunca defender o governo de Passos Coelho, diga-se fiel ao seu pensamento político. Começou a campanha, e lá conseguiu recuperar uns pontos nas sondagens, quando se lhe vislumbrou um laivo de defesa do governo do PSD, do que foi feito nesses anos, em contraponto com o então ainda governo de encosto à esquerda radical. No final, teve um resultado miserável, mas todavia melhor do que as sondagens previram, o que, como consequência, serviu para justificar uma nova ida a votos. Ainda bem, porque o PSD precisa de esclarecer o que pretende e, por consequência, preparar os próximos dois anos.

Este sábado, os militantes deverão escolher entre a continuidade de um caminho que provou insucesso, e uma alternativa liderada por Luís Montenegro que provou durante cinco anos, ter capacidade de combate político, ser conciliador de diferenças dentro de um partido especial como é o PSD, e estar preparado para fazer uma oposição liderante e que não tenha vergonha de defender os valores do PSD. Os valores de um partido ecléctico, formado por agricultores e homens simples, por pequenos e médios empresários, por homens e mulheres que acreditam que o Estado será tão mais forte, quanto mais riqueza os cidadãos e empresas conseguirem criar. Um Estado que não seja ideológico e que sirva mesmo as pessoas. Um PSD que não tenha medo de falar em reformar a administração pública e que volte a ter um líder que goste do seu partido, dos seus militantes e que tenha motivação para correr e estar em todas as partes de Portugal.

Se o Luís Montenegro for eleito, o PSD vai recuperar a sua auréola, mas também o governo será forçado a ser mais competente ou vai passar por um mau bocado. Os portugueses vão agradecer a prazo.


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