12 de Dezembro de 2019 | Quinzenário Regional | Diário Online
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“Aceleras” provocam destruição no adro da igreja de Condeixa-a-Velha

8 de Novembro 2019

O vandalismo andou de novo à solta na Igreja Paroquial de Condeixa-a-Velha, desta vez com estragos no portão de acesso ao adro e num dos portais, ao que consta pela falta de perícia de alguém armado em piloto de ralis.

“As pessoas da aldeia dizem que já há algum tempo têm andado a fazer rally durante a noite no adro da igreja, mas a GNR disse-me que não tinha conhecimento da situação”, afirma ao TERRAS DE SICÓ o padre Jorge Germano, responsável pela Unidade Pastoral de Conímbriga, salientando que pedaços de equipamento do automóvel, ou automóveis, ficaram no local e servirão de ajuda às autoridades nas investigações em curso para identificar os autores da destruição ocorrida a 27 de Outubro.

O pároco promete não desistir de encontrar os responsáveis por mais este caso, que se junta a assaltos anteriores, num passado recente, à igreja – por duas vezes – e também ao cemitério.

Situada num dos extremos da aldeia, próximo do Itinerário Complementar n.º 3 (IC3) e do acesso ao museu monográfico de Conímbriga, a igreja matriz de S. Pedro, um dos templos mais antigos do país, sofre as consequências do local isolado em que se encontra, “propício a estas situações”, concorda o pároco, informando que depois de reposto o portão danificado, o acesso ao adro da igreja vai ser limitado.

“Agora foi em Condeixa-a-Velha, como já fora no ano passado, mas há ainda outros casos, como o da destruição da casa mortuária de Casével, a que pegaram fogo há cerca de um ano. São tudo situações que nos merecem preocupação e nos obrigam a tomar medidas”, refere Jorge Germano.

O sacerdote espera que “estas situações constituam uma chamada de atenção, uma sensibilização comunitária e social, a tomada de consciência de que somos os co-responsáveis pelo bem comum”.

“Não é um problema só da Igreja ou só um problema de uma outra instituição qualquer. É um espaço comum, onde estamos inseridos como Igreja, e por isso não podemos e não vou ser conivente com uma atitude passiva”, avisa o padre.

 

Requalificação adiada

Por seu turno, o presidente da União das Freguesias de Condeixa-a-Velha e Condeixa-a-Nova mostra-se preocupado com a imagem de insegurança que a repetição destes episódios possa transmitir, lembrando que a aldeia é a mais próxima da turística Conímbriga, candidata a património mundial.

Paulo Simões recorda que em actos de vandalismo anteriores até os candeeiros colocados pela autarquia que dirige no cemitério, para iluminar o local e desencorajar acessos indevidos, foram furtados.

O autarca defende que é urgente avançar com o projecto de requalificação da área envolvente à igreja, “já antes aprovado”, a que se junta o prometido alargamento do cemitério.

O presidente da Câmara de Condeixa confirma a existência de um “pré-projecto na casa dos 200.000 euros” para a requalificação daquela área, que “está ligado com o projecto de alargamento do cemitério”.

“Numa primeira fase a autarquia irá avançar com o alargamento do cemitério, o que deverá acontecer no próximo ano, e mais tarde com a requalificação da envolvente à igreja”, adianta Nuno Moita, remetendo a segunda intervenção para “quando houver disponibilidade financeira”.

LUÍS CARLOS MELO


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