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Livro de poemas inéditos de António Arnaut apresentado em Coimbra

24 de Janeiro 2019

Um livro de poemas inéditos de António Arnaut vai ser apresentado em Coimbra, na segunda-feira, dia em que o fundador do Serviço Nacional de Saúde (SNS) faria 83 anos.

“Esta é uma forma de continuar a homenagear o meu pai”, disse hoje à agência Lusa o advogado António Manuel Arnaut, filho de António Duarte Arnaut, que nasceu na Cumieira, concelho de Penela, em 28 de Janeiro de 1936, e morreu em Coimbra, em 21 de maio de 2018.

António Manuel Arnaut realçou que a família, com a publicação póstuma da obra “Poemas de Outono e Inverno – Poemas da Finitude”, quer “cumprir o desejo” do principal impulsionador do SNS, que esteve na criação do PS, em 1973, e que na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974 integrou a Assembleia Constituinte e o segundo governo de Mário Soares.

O filho de António Arnaut contou que os quase 50 poemas reproduzidos no livro de 130 páginas, editado pela Minerva Coimbra, “foram escritos já ele estava doente” e alguns foram mesmo concebidos durante os internamentos no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

“António Arnaut afirmou várias vezes que o SNS foi o seu melhor poema, mas a sua vida foi pautada por muitos e grandiosos poemas”, salienta a editora, Isabel Carvalho Garcia.

Numa nota ao livro, intitulada “António Arnaut – a grandiosidade de uma vida em forma de poesia”, Isabel Garcia considera que o antigo deputado e ministro dos Assuntos Sociais afirmou-se na sociedade portuguesa como “expoente máximo da ética” e ao serviço “de todas as grandes causas da Humanidade”.

Advogado, político e escritor, exerceu também o cargo de grão-mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa, no início do século.

Escreveu mais de 40 livros, entre poesia e prosa, incluindo nas áreas cívica, jurídica e maçónica.

Em Outubro de 2017, ainda em vida, publicou “Um homem que partiu do seu regresso e outros poemas”, dez anos após a edição do seu único romance, “Rio de Sombras”, em que preponderam episódios ficcionados de carácter histórico-político que o autor situa num período de 20 anos, de 1968 a 1988.

“Poemas de Outono e Inverno”, escritos entre 21 de Dezembro de 2017 e 16 de maio de 2018, “são agora publicados nesta editora por vontade expressa do autor”, informa Isabel Garcia.

Há um ano, o lançamento do livro “Salvar o SNS – Uma nova Lei de Bases da Saúde para defender a democracia”, redigido em coautoria com o médico e antigo coordenador do BE João Semedo, foi o seu derradeiro contributo para preservar o SNS.

Entretanto, cidadãos de diferentes quadrantes políticos acabam de criar em Coimbra o Observatório de Saúde António Arnaut, coordenado por Américo Figueiredo, professor catedrático e médico do CHUC, para defender a modernização e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

A apresentação de “Poemas de Outono e Inverno”, a cargo de Delfim Ferreira Leão, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), realiza-se na segunda-feira, às 18h30, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra.

LUSA


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