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FATACIS ultrapassou barreiras de Soure e tornou-se referência na região

21 de Setembro 2018

Está aí mais uma edição da Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio e Indústria de Soure (FATACIS), onde perto de 150 empresas poderão mostrar os seus produtos e serviços, mas também fazer negócios. Integrado nas festas de São Mateus, que começou ontem e estende-se até à próxima terça-feira (25), este certame já conquistou um lugar entre os eventos de referência regional no que toca à área empresarial. Prova disso é a quantidade de empresas de Norte a Sul do país que anualmente se mostram interessadas em participar na FATACIS, cuja abertura aconteceu ontem ao final da tarde, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel.

Automóveis, alfaias agrícolas, máquinas industriais, vestuário, calçado, energias renováveis, cosmética, imobiliário, entre muitos outros sectores de actividade. À semelhança dos anos anteriores, as últimas novidades em produtos e serviços das mais variadas áreas estarão expostas em Soure, num certame que “já não é um evento para o concelho, mas para toda a região”, considera Paulo Simões, director executivo da Associação Empresarial de Soure (AES), promotora da FATACIS.

“Estamos habituados a que 70 por cento dos expositores da FATACIS mantenham os seus lugares e os outros 30 por cento sejam novos”, revelou aquele responsável, adiantando que essa tendência se mantém este ano.

“Nas últimas edições também tem sido uma constante o aumento de empresas novas do concelho a querer expor”, uma realidade que se mantém e que Paulo Simões atribui ao “dinamismo que temos fomentado em Soure de criação de novas empresas”. Assim, além dos “muitos expositores que são veteranos em feiras”, há também “novos empresários sourenses que sentem necessidade de se promoverem e escolheram este evento para se mostrar”.

De facto, “a procura pela FATACIS não é apenas concelhia, as empresas de outros concelhos também nos procuram, porque se trata de um evento já com alguma dimensão ao nível da região Centro”, afirmou, certo de que “esta é uma boa oportunidade para as empresas se promoverem”, sejam elas do concelho ou fora dele.

“Efectivamente, a FATACIS pode ser uma mais-valia para as empresas de Soure”, reiterou aquele responsável, argumentando que se trata de “um evento que reúne pessoas não só do concelho, mas também de fora”. Afinal, “hoje em dia, as empresas não podem trabalhar apenas para o concelho, têm de alargar a sua área de actuação para a região, para o país inteiro e até para o estrangeiro”.

Portanto, para Paulo Simões, “as empresas devem aproveitar este certame para se promoverem, mostrando os seus produtos ou serviços”. Mas não são apenas empresas sourenses que marcam presença no São Mateus. A mostra é representativa de todas as regiões do país. No total, são perto de 150 stands empresariais, de artesanato e tasquinhas. Deste número, ficam apenas de fora os expositores das feiras generalista, das nozes, das cebolas, da madeira e das freguesias, cuja organização está a cargo da Câmara Municipal.

E novidades? “Não haverá grandes alterações, mantém-se mais ou menos a estrutura do ano passado, até porque o espaço já estava maximizado”, revelou o director executivo da AES, adiantando que “a única novidade será na parte do artesanato da zona da Várzea”, cujos artesãos serão instalados em “barraquinhas adquiridas recentemente pelo Município, com vista a melhorar as condições destes expositores”.

 

Novas empresas a caminho

Um ano após a sua inauguração, a Incubadora de Negócios e Empresas de Soure (INES) não pára de receber novos empreendedores. “Em Junho apresentámos 13 empresas criadas no âmbito do Project For You, estamos a dar assistência a outros empreendedores e contamos que até ao final do ano apareçam mais cerca de nove empresas”, realçou Paulo Simões, traçando como prioridade “dar continuidade ao Project For You, agora sem apoios”.

“Temos de assegurar a continuidade do Project For You”, reiterou aquele responsável, alegando que “é um projecto importante”, que permitiu a criação deste “investimento que é a incubadora de empresas”. Por isso, “não podemos parar agora” que “temos os empreendedores a procurar-nos”.

Além desta iniciativa, “temos ainda os projectos formação-acção a decorrer” e, recentemente, “vimos aprovada a nossa candidatura às formações modelares para os próximos 24 meses”.

CARINA GONÇALVES


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