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Vindimas atrasadas e fortes quebras na produção de vinho

31 de Agosto 2018

A quebra na produção de vinho este ano em Sicó deverá ser superior a 50 por cento, segundo estimativas da associação de vitivinicultores Vinisicó, que salienta ainda um atraso no ciclo vegetativo das videiras, retardando as vindimas em duas a três semanas. A situação está em linha com a verificada na maioria das regiões vinícolas do país.

“Toda a região foi afectada e vamos ter uma quebra grande, em média entre os 50 e os 60 por cento. Há produtores que vão ter 10 por cento do habitual, ou seja, quebras quase totais de produção. É um ano para esquecer”, sintetiza Luís Reis, presidente daquela associação.

As “fortes doenças”, como o míldio e o oídio, que surgiram durante todo o ciclo, e o ´escaldão´, devido à vaga de calor do início de Agosto, contribuíram de forma decisiva para o actual cenário.

Segundo o enólogo Gonçalo Moura da Costa, consultor da Vinisicó, o desavinho [acidente fisiológico resultante da ausência de fecundação das flores e sua consequente queda] teve um impacto negativo na produção na ordem dos 40 por cento, o míldio teve um impacto da ordem dos 40 a 60 por cento e, mais recentemente, a vaga de calor e humidade muito baixa, provocou o ´escaldão´ dos bagos, com uma estimativa de perdas de produção na ordem dos 40 por cento”. Pelo que “estimamos que nesta campanha exista uma diminuição da produção de 60 por cento nas castas brancas e 45 por cento nas castas tintas”, refere.

O atraso na maturação das uvas, entre duas a três semanas, pode vir a agravar a situação, dependendo (muito) das condições climatéricas verificadas até às vindimas, este ano projectadas até meados de Outubro.

“A qualidade da pouca produção vai depender do estado do tempo até às vindimas, porque este pode acabar com o resto”, alerta Luís Reis, ainda sem estimativa do valor dos prejuízos para os produtores, mas certo que “os gastos com os tratamentos fitossanitários foram este ano superiores ao que é habitual devido às doenças que atingiram as vinhas”.

O também produtor lembra que “em 2016 igualmente foi mau, com muitas doenças e quebras de 40 por cento, mas não tanto como este se perspectiva”.

Luís Reis aponta as vindimas “das castas brancas para o final de Setembro e das tintas para meados de Outubro”.

A larga maioria de produtores certificados de vinho Terras de Sicó localiza-se no concelho de Penela, sobretudo na freguesia de Podentes.

LUÍS CARLOS MELO


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