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Turismo no Centro bateu recordes em 2017 apesar dos incêndios

18 de Julho 2018

 A actividade turística no Centro de Portugal bateu todos os recordes em 2017 apesar dos incêndios que devastaram a região, revelou hoje, em Coimbra, o presidente da Turismo Centro, durante a apresentação de um livro da Universidade Europeia.

Intitulado “Turismo no Centro de Portugal: Potencialidades e Tendências”, o livro reúne textos inéditos de 17 entidades da região, nomeadamente empresas, universidades e institutos politécnicos.

A obra teve coordenação de Antónia Correia, directora da Faculdade de Turismo e Hospitalidade da Universidade Europeia, Pedro Barbas Homem, reitor da Universidade Europeia, e prefácio da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, tendo como objectivo “definir estratégias para a valorização do centro do país como destino turístico após os incêndios florestais do ano de 2017”.

“Que este livro ajude a manter a memória viva do que se passou”, resumiu Pedro Barbas Homem.

Na apresentação do livro, Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro de Portugal, revelou que “2017 foi o ano de maior crescimento de que há memória no centro”, em dormidas e visitantes, apesar dos incêndios de Junho e Outubro, que provocaram prejuízos de milhões de euros de prejuízos, deixando mais de 100 mortos e 500 mil hectares de área ardida.

“O Centro cresceu acima da média nacional, com uns espantosos 14,7 por cento em relação ao período homólogo do ano anterior”, revelou Machado. No resto do país, a tendência foi também de crescimento, mas a taxa de crescimento rondou metade da do Centro (7,4 por cento).

Para este comportamento do sector turístico no Centro contou o fluxo de visitantes atraídos pelas celebrações do Centenário das Aparições, no Santuário de Fátima. O acontecimento religioso permitiu ainda reforçar outra tendência dos últimos anos: a presença de turistas oriundos de novos mercados, sobretudo Brasil, Estados Unidos da América e países asiáticos, como a Coreia do Sul.

Outro dos segredos do sucesso do turismo em ano de incêndios foi o facto de as chamas terem poupado a maior parte das infraestruturas do sector. “Só houve três ou quatro perdas completas”, explicou Machado.

A grande tarefa da Turismo Centro acabou por ser o combate ao sentimento de insegurança, que levou à anulação de um enorme número de reservas nos primeiros dias após os incêndios. Um combate travado com o recurso a campanhas nacionais e internacionais, que apontavam para uma diversificação do produto. Para além do sol e praia, houve uma aposta no turismo cultural e religioso que tem vindo a dar frutos, reconheceu Machado.

LUSA


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