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Certificar é valorizar o vinho das Terras de Sicó

2 de Julho 2018

A certificação é “fundamental” para a valorização dos vinhos Terras de Sicó, defendeu José Meneses de Almeida, coordenador da estrutura de certificação da Comissão Vitivinícola da Bairrada, nas jornadas técnicas da 10.ª edição da Vinália, realizada ontem em Podentes.

“Certificar é valorizador não só para o produtor como também para a região, para que esta ganhe imagem e escala, e aproveite para si própria o vinho que produz, porque de outra forma vai entregar às mãos de outros, que não transmitem a marca da região Terras de Sicó, a sua qualidade e o seu bom trabalho”, salientou aquele responsável.

José Meneses de Almeida considera que o futuro do vinho Terras de Sicó “depende de muitos factores e entidades” e da necessidade de criar uma “forte imagem regional”, associada, por exemplo, ao alojamento local e à gastronomia.

“Ninguém vem a uma região só pelo vinho, vem também pelo comer, e por isso é fundamental estabelecer um património gastronómico que traga, concomitantemente, o visitante/turista a saborear a gastronomia local”, salientou, reforçando a aposta na certificação, a presença do rótulo Vinhos Terras de Sicó nas garrafas e a opção por castas que “transmitam a identidade da região”.

Por seu lado, Caroline Zagalo, escanção do Hotel Quinta das Lágrimas, em Coimbra, elogiou o “grande potencial” que os vinhos Terras de Sicó possuem e a necessidade de os harmonizar com a gastronomia local. E deixou um alerta aos presentes na sessão: “Não estão a trabalhar bem a publicidade aos vinhos e a outros produtos endógenos da região”.

O concelho de Penela comporta a quase totalidade dos vinhos certificados da sub-região e o presidente da Câmara Municipal, Luís Matias, entende que o “maior desafio” no sector é “aproveitar a qualidade do produto e valorizá-lo comercialmente, para que quem produz retire o rendimento que é merecido”.

“Vamos ter que abrir uma nova missão que é valorizar o produto, comercializá-lo e encontrar os nichos para o receber. Temos de encontrar o mecanismo e as redes comerciais que nos permitam valorizar o preço do vinho”, frisou o também líder da Associação de Desenvolvimento Terras de Sicó, aludindo ainda à necessidade de envolver produtores de outros concelhos da região, procurando ganhar escala que “permita uma estratégia comercial” conjunta, associada igualmente aos restantes produtos endógenos, como o mel, queijo ou azeite.

A Vinália, iniciativa da Junta de Freguesia de Podentes e da Câmara Municipal de Penela, com o apoio da associação de vitivinicultores Vinisicó e do Centro Social e Recreativo de Podentes, contou com a realização do terceiro Concurso do Vinho do Produtor, com 27 vinhos oriundos das freguesias de Podentes (Penela), Zambujal (Condeixa) e Lamas (Miranda do Corvo). O vinho apresentado por Tiago Carvalho (Podentes) venceu o concurso, enquanto nas posições seguintes ficaram os vinhos de Miguel Santos Pato (Lagoa de Podentes), Maria José Portugal Peixoto Santos Azeredo Falcão (Lagoa de Podentes), Jaime Pereira Ramos (Lagoa de Podentes) e Ramiro Barrocas Simões (Póvoa de Pegas).


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