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Soure: Projecto escolar ensaia sistema de telemetria para água

7 de Maio 2018

Quase um terço da água captada e tratada para chegar às torneiras não é facturada, representando perdas de 235 milhões de euros por ano para municípios e cidadãos, segundo a estimativa da organização ambientalista Zero. Dada a extrema importância do recurso água, uma das equipas do Agrupamento de Escolas Martinho Árias, de Soure, que concorre ao Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”, promovido por esta fundação e ministérios da Educação e da Economia, procurou encontrar soluções que visam valorizar e maximizar o seu aproveitamento, nomeadamente no município de Soure.

Depois de uma “aturada pesquisa” verificou-se que o Plano de Estratégico do Município de Soure contempla investimento na remodelação e ampliação da rede de água e saneamento, visando reduzir o volume de perdas de água da rede, minimizar avarias e outras ocorrências na rede, diminuir a percentagem de água no sistema que não é facturada, melhorar a qualidade das massas de água e protecção do ambiente e melhorar da qualidade e sustentabilidade dos serviços prestados aos utentes.

O programa comunitário POSEUR – Programa Estratégico para a Sustentabilidade e Uso Eficiente de Recursos canaliza mais de 600 milhões de euros ao sector da água, financiamento destinado a apoiar a melhoria na gestão da água e para a redução de fugas este programa contempla 196 milhões de euros.

Perante esta realidade os alunos do Agrupamento de Escolas Martinho Árias consideraram importante propor ao Município de Soure uma solução técnica de controlo e medição que permite, entre outras coisas, detectar as fugas da rede de água.

A solução proposta baseia-se na implementação de um sistema de telemetria ao longo da rede municipal de água que possibilita o conhecimento periódico de leituras, assegurando uma gestão contínua (diária, horária, etc.) de balanços de água por sector de rede, ferramenta básica para a detecção de fugas de rede e o aumento da sua eficiência.

Como forma de demonstrar a sua proposta, este grupo de alunos criou um modelo composto por um circuito fechado de água, que permite simular situações de consumo normal e de consumo excessivo justificado, eventualmente, por existência de fugas na rede. Os seus componentes essenciais são vários acessórios de canalização, um depósito de água, um contador de leitura dos consumos de água (caudalímetro), um emissor de impulsos e um “datapod” que possibilita o envio das leituras do contador para uma central, que por sua vez gera a leitura dos valores recolhidos, e respectivos alarmes, no caso, dos valores de consumo de água serem superiores aos valores máximos estipulados.

A ideia já passou à fase 2 (Desenvolvimento de Projectos) do concurso “Prémio Ciência Escola da Fundação Ilídio Pinho” e é com expectativa que a equipa da escola sourense aguarda agora o resultado de mais uma etapa.


  • Director: Lino Vinhal
  • Director-Adjunto: Luís Carlos Melo

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