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Hospitais de Coimbra investem 10 ME na automatização de laboratórios

28 de Maio 2018

Os hospitais de Coimbra vão investir dez milhões de euros na automatização do ‘core’ laboratorial do Serviço de Patologia Clínica, reduzindo tempos de resposta, colheita de amostras e custos, optimizando recursos e simplificando processos.

“O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) está a implementar uma cadeia laboratorial de elevado grau de automatização, em conformidade com o conceito ‘corelab’, no Edifício São Jerónimo, localizado no campus do pólo dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC)”, afirma uma nota do gabinete de comunicação do CHUC.

O projecto surge no âmbito da reorganização dos laboratórios do Serviço de Patologia Clínica (SPC) do CHUC, que tem como principais objectivos reduzir o tempo de resposta aos pedidos de análises e o número de amostras colhidas por doente, optimizar recursos e simplificar processos e fluxos de trabalho.

Trata-se de “uma intervenção com um custo superior a 10 milhões de euros repartidos por um período de cinco anos”, que “vai permitir a automatização total de cerca de seis milhões e 200 mil análises realizadas anualmente no laboratório principal do pólo HUC, o que representa mais de 90% do total de análises realizadas neste laboratório”, sublinha o presidente do Conselho de Administração do CHUC, Fernando Regateiro, citado na mesma nota.

Em 2017, o SPC do CHUC realizou mais de oito milhões e 200 mil análises, no total dos laboratórios de que dispõe – incluindo os dos hospitais Pediátrico e Geral (Covões) – que, com esta intervenção, serão também objecto de “uniformização tecnológica e de recursos, para além da uniformização da carteira de serviços laboratoriais”.

As principais áreas de automatização incluem “a bioquímica, hematologia, serologia infecciosa, imunologia e imunoquímica, num vasto painel de parâmetros analíticos”, refere o gabinete de comunicação do CHUC.

O CHUC prevê, com “a organização do trabalho em conceito ‘corelab’”, uma redução anual de custos superior a um milhão de euros, na aquisição de reagentes, para um número de análises crescente.

“Há também ganhos indirectos relevantes gerados por esta solução tecnológica, como o conceito do ‘tubo único’, a existência de apenas um frigorífico para amostras e outro para reagentes, a total rastreabilidade das amostras, a gestão documentada da informação e a libertação de profissionais para as áreas mais diferenciadas e com menor grau de automatização”, acrescenta o CHUC.

“Para além da significativa redução anual de custos – superior a um milhão de euros –, o CHUC estima uma redução anual de 80 mil tubos de sangue colhidos, promovendo decisivamente o bem-estar do doente, a melhor eficácia assistencial e o equilíbrio ambiental, reduzindo em 35% a produção dos resíduos hospitalares associados”, destaca Fernando Regateiro.

O presidente do CHUC salienta ainda que “as condições criadas para a implementação do ‘corelab’ do CHUC representam uma intervenção sem precedentes no contexto do SNS [Serviço Nacional de Saúde], focada na centralidade dos utentes e suportada em pensamento ‘lean’, orientado para a minimização dos desperdícios, a redução de custos, a melhoria da qualidade e o aumento da eficiência”.

A entrada em funcionamento do ‘corelab’ do CHUC está prevista para o último trimestre deste ano.

LUSA


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