4 de Dezembro de 2022 | Quinzenário Regional | Diário Online
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Mário Carvalho

25 de Abril, sempre!

4 de Maio 2018

Quarenta e quatro são os anos passaram depois da Revolução de 1974. Conhecida também como a “Revolução dos Cravos” ou “Dia da Liberdade”, continua a ser uma data bem assinalada por grande parte dos Portugueses.

Hoje ninguém tem dúvida que desde então muita coisa mudou para melhor. Portugal é claramente um País com mais Liberdade, Democracia e Igualdade. Tornou-se uma Nação, principalmente com a adesão à então CEE, mais desenvolvida, nem sempre mais evoluída, pese embora nunca tenha conseguido libertar-se dos habituais problemas Económicos perante um Mundo cada vez mais exigente e competitivo.

O balanço é claramente positivo.

Hoje os Portugueses vivem substancialmente melhor.

Tem mais “Paz, Pão, educação”!

Mas será bem assim?

Será que somos cidadãos verdadeiramente livres? Será que estamos mais iguais? Será que a Democracia veio de igual modo para todos ou apenas para alguns grupos mais restritos da Sociedade?

Sabemos que o que tínhamos antes era mau. Por comparação, o que temos agora é bem melhor. Mas entendemos que ainda há muito por melhorar no que diz respeito aos tão apregoados termos/”slogans” que por esta altura dão corpo aos discursos políticos e enchem a retórica neste importante dia – Igualdade, Solidariedade, Democracia, Liberdade -.

Tomemos por exemplo a Justiça: será a Justiça, pilar fundamental de qualquer Democracia, igual para todos? Estamos claramente em condições para dizer que não. Existe efectivamente uma Justiça para os ricos e poderosos e uma outra para os outros.

A Democracia parece também ter trazido uma janela de oportunidade para a corrupção. Portugal vive claramente ensombrado pelas teias da corrupção que varre todos os sectores da sociedade.

Pela mesma janela entraram os grandes interesses económicos que pelo seu manancial de poder conseguiram aprisionar o sector político e vários dos seus actores que trabalham para si, deixando o cidadão comum completamente desprotegido e sem margem de resposta ou protesto. Do qual podemos objectivamente destacar a Banca, e não só, que nos mantém reféns de um sistema que nos explora até ao osso para se salvar a si e aos seus.

Os grandes grupos económicos dominam a bel-prazer, onde apenas contam os milhões, parte dos quais sacados aos consumidores através de uma forma eficaz e conivente por parte de um suposto Estado-regulador. Será que temos actualmente um Estado que regula o mercado ou é o Mercado que regula o Estado?

Enfim, seriam muitos os vectores que esmiuçados nos fariam concluir que Abril é um processo inacabado. Que o Povo ainda está a alguma distância de deixar cair a mordaça que lhe foi imposta no passado. Que o medo ainda existe nas suas diversas formas, inteligentemente alimentado pelos saudosistas do passado.

Que o dinheiro é a ditadura do séc. XXI.

25 de Abril, sempre!


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