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Vale Florido é a primeira ‘Aldeia Segura’ do país

20 de Abril 2018

A aldeia de Vale Florido, na freguesia de Alvorge, já está preparada para agir em situações de emergência para que “não se repitam pesadelos como os do ano passado”. Em caso de incêndio, aquela localidade, que é considerada uma área prioritária de risco, já tem um “oficial de segurança” pronto para ir à capela accionar o aviso, encaminhar a população para o local de abrigo e, posteriormente, evacuar em segurança os habitantes da aldeia pelos circuitos definidos, com o apoio de um grupo de reforço.

A aldeia de Vale Florido, na freguesia de Alvorge, foi identificada como um “aglomerado mais crítico”, uma vez que apresenta um nível de exposição mais severo a potenciais consequências resultantes da ocorrência de um incêndio rural. Por esse motivo faz parte das localidades com maior prioridade na implementação do programa ‘Aldeia Segura’, que prevê “a adopção uma metodologia expedita” para “priorizar as intervenções e implementar as faixas de protecção do aglomerado”, explicou o director Nacional de Planeamento de Emergência da ANPC, José Oliveira, durante a cerimónia de apresentação e assinatura dos protocolos para a implementação dos programas ‘Aldeia Segura’ e ‘Pessoas Seguras’, que decorreu no passado dia 9 de Abril, naquela localidade do concelho de Ansião.

Enquanto aldeia piloto, Vale Florido foi alvo da implementação das primeiras medidas de auto-protecção colectivas previstas no programa “Aldeia Segura”, que incluem a colocação de placas de sinalização, a identificação de um “oficial de segurança”, a definição de um local de abrigo, a disponibilização de uma mala de emergência e a existência de um código de procedimentos de emergência.  Estas medidas serão posteriormente replicadas “em cerca de 6.000 localidades de 1.091 freguesias e 189 municípios que foram identificadas pelo ICNF e a ANPC como sendo áreas prioritárias de risco”, revelou o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

“Hoje queremos demonstrar o quanto estamos empenhados em criar condições para, de alguma forma, mitigar os riscos e a incidência de situações adversas”, enfatizou o presidente da Câmara Municipal de Ansião, António José Domingues, salientando que Vale Florido já começou a implementar o programa ‘Aldeia Segura’ e o objectivo do município é “replicar este trabalho e estes ensinamentos a todas as aldeias do concelho”.

Assim, nas últimas semanas Vale Florido tem vindo a trabalhar neste programa, tendo começado por “assegurar a existência de faixas de gestão de combustíveis em redor da localidade”, que neste caso já existiam uma vez que “a aldeia está rodeada de terrenos de cultivo que funcionam como zona de protecção”, explicou o autarca.

Posteriormente foi escolhido para “oficial de segurança” Silvério Teixeira, um polícia reformado de 61 anos, com “experiência e formação na área” que lhe conferem maior preparação para desempenhar aquelas funções. “Além disso, também foi definido o local de refúgio e os circuitos de evacuação”, informou o edil, revelando que “a sede da Associação Recreativa e Cultural de Vale Florido vai ser o local de abrigo desta localidade, ou seja, o lugar onde as pessoas se podem reunir, ficar protegidas e com mais facilidade ser evacuadas da aldeia”.

Num simulacro que envolveu cerca de 30 habitantes e aproximadamente 50 operacionais dos bombeiros, GNR e Cruz Vermelha Portuguesa, a população mostrou que está informada sobre os mecanismos e as formas de actuação em situações de risco.

“Temos de estar preparados para que não se repitam pesadelos como os do ano passado”, sublinhou Eduardo Cabrita, realçando que “esta é uma tarefa de todos” e ressalvando que depois de ter sido ganha a batalha pela limpeza dos terrenos, tem agora de se ganhar a batalha da consciência da auto-protecção.

“Ganhámos a batalha da limpeza, ganhámos contra a resistência, a inércia e, sobretudo, aqueles que toleraram que durante anos se tivesse ficado tão longe do que era necessário”, defendeu o governante, considerando que “teremos de ganhar agora a batalha da consciência da auto-protecção”, pelo que garantiu que “vamos ser tão determinados nesta batalha como fomos na batalha da limpeza” e “estamos a preparar com a mesma intensidade a batalha do combate”.

De referir que o protocolo para a concretização dos programas ‘Aldeia Segura’ e ‘Pessoas Seguras’ foi assinado, na aldeia de Vale Florido, entre a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE). O ministro Eduardo Cabrita homologou o protocolo.

CARINA GONÇALVES


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