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Bióloga descobre cinco novas espécies de ‘pseudoescorpiões’ em Portugal

19 de Abril 2018

Uma bióloga da Universidade de Aveiro (UA) descobriu cinco novas espécies de ‘pseudoescorpiões’ em grutas do Algarve, Alentejo, Penela e Leiria, anunciou hoje a instituição.

De acordo com a informação avançada pela UA, os novos ‘pseudoescorpiões’ foram anunciados ao mundo na edição de abril do ‘Journal of Arachnology’, em colaboração com o investigador Juan Zaragoza, da Universidade de Alicante.

Os ‘pseudoescorpiões’ pertencem à classe dos aracnídeos e são popularmente conhecidos como falsos-escorpiões por serem semelhantes aos escorpiões, apesar de não terem o ferrão e um longo abdómen.

Estas descobertas aumentam para 49 as novas espécies descritas ao longo da última década pela espeleóloga e investigadora do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da UA, Ana Sofia Reboleira.

Uma das espécies, que foi descoberta em grutas do maciço calcário do Algarve, foi batizada de “Occidenchthonius goncalvesi” em homenagem a Fernando Gonçalves, professor do Departamento de Biologia da UA.

“Esta nova espécie, que tem cerca de dois milímetros de comprimento, é um organismo troglóbio, que significa que está adaptado à vida nas grutas, é despigmentado e carece de estruturas oculares, uma vez que vive num ambiente onde a obscuridade é total”, descreve a bióloga, adiantando que se trata de um animal que só vive em grutas do maciço calcário do Algarve.

Os restantes quatro ‘pseudoescorpiões’ que Ana Sofia Reboleira deu a conhecer à ciência pela primeira vez são: a “Occidenchthonius alandroalensis”, descoberta numa gruta no Alandroal, no Alentejo, a “Occidenchthonius algharbicus”, descoberta numa gruta do Cerro da Cabeça, no Algarve, a “Occidenchthonius duecensis”, descoberta no sistema espeleológico do Dueça, em Penela e a “Occidenchthonius vachoni”, descoberta no maciço calcário de Sicó, em Leiria.

“As cinco novas espécies pertencem todas ao mesmo género, portanto são muito similares”, diz a investigadora, explicando que a diferença entre elas encontra-se “ao nível do padrão da distribuição das sedas, que são as estruturas sensitivas do organismo e das estruturas reprodutoras, bem como as proporções relativas das diferentes partes corporais e a presença de estruturas especializadas”.

LUSA


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