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PAULO JÚLIO

A valorização da Romanização deve ressuscitar!

6 de Fevereiro 2018

A propósito da ideia do Município de Condeixa em criar um parque temático ligado aos Romanos, vale a pena construir uma opinião sobre o que poderia ser uma das principais marcas turísticas da região.

O património Romano de Conímbriga é realmente notável. O Município de Condeixa percebeu isso ainda no tempo do Eng. Jorge Bento quando avançou para o investimento no PO.RO.S, um centro de interpretação dedicado à Romanização, estratégia que, no meu ponto de vista, está a ser devidamente continuada pelo sucessor Nuno Moita. Condeixa ou Conímbriga são a porta de entrada para um património que cruza os achados arqueológicos com a natureza do calcário das Terras de Sicó. Aliás, este produto da Romanização, há 10 anos atrás, foi um dos eixos estratégicos dos projectos regionais dedicados a territórios de baixa densidade demográfica, tendo servido de base a vários investimentos onde se incluiu o PO.RO.S de Condeixa e ao nascimento de uma nova marca para a região – a Romanização. O tempo e provavelmente outras circunstâncias criaram erosão num tema que, felizmente, por persistência de alguns actores autárquicos, voltou a ganhar dimensão. O Rabaçal e Ansião, com as suas Villas Romanas e respectivos Museus, bem como os vestígios arqueológicos identificados em Soure, Pombal e Alvaiázere, são claramente o cimento de um trabalho que inclui promoção turística, gastronomia local, valorização do património, valorização de produtos, como o queijo Rabaçal ou o azeite, passando pelos tremoços e os chícharos, o que não é nada despiciente. Se pensarmos que um turista nacional ou estrangeiro pode ter aqui um produto patrimonial que liga o território, o património arqueológico e a sua natureza, poderá estar ressuscitada uma grande ideia que não deveria ter sido diluída, considerando desde logo o património em causa. Recordo aqui, porque as autoridades vão mudando e a memória é importante, que, não tivesse havido este programa, e, hoje, aquele que é seguramente um dos hotéis de referência e diferenciadores na região, o Duecitânea, provavelmente não existiria. Por estas razões, à semelhança da rede de aldeias do calcário, a rede do património Romano, é crucial para desenvolver esta parte do território do Sicó. Condeixa pode e deve ser acompanhada neste desígnio pelas demais autarquias e pela CCDRC. Se houver visão de desenvolvimento de território, este é um dos eixos que não deverá ficar para trás, devido ao valor adicional que poderá trazer a todos estes concelhos que se deverão sentar à mesa e ter a capacidade de construir mais uma fonte de rendimento para as suas populações.


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